O mercado de moto custom no Brasil mudou um pouco, e para melhor claro, se comparado nos idos de 96 / 97 onde praticamente só tínhamos duas competidoras: Yamaha Virago 535 e claro a mãe de todas, a Honda Shadow 600.
O fato é que hoje com uma economia estável (…que nunca se viu igual nesse país…), o mercado se abriu (não totalmente) para outras entradas. Foi assim com as Vulcans e Marauders (98) , e para se ter uma ideia, só em 2006 que veio a Boulevard M800 e sua irmã mais pesada a 1500, e a Honda um ano mais tarde, tirava de linha a shadow 600 substituindo pela Shadow 750, fato que gerou muita polêmica dividindo as opiniões. O que todas as montadoras de motos no Brasil fizeram não foi nada além de melhorar seus produtos com mais tecnologia, e aumentar as cilindradas. Exceção as Harleys que se estabeleceram no Brasil, sempre oferecendo uma boa gama de motores e acabamentos.
Bom diante de tudo isso, a Yamaha era a única que não tinha migrado para esse segmento das médias cilindradas, mantendo até então a sua Drag Star 650. Mas isso já ficou para o passado, e recentemente fez um lançamento mundial: a Midnight Star 950.
Para mim, é uma das mais belas customs do momento, e aqui no Brasil o foco é, claro, além de competir com a Shadow, roubar o mercado conquistado pela Suzuki Boulevard 800.
Não vou aqui defender uma ou outra, até porque ambas para mim têm vários pontos favoráveis, e alguns que deixam a desejar. Mas o que quero dividir com vocês aqui, é uma tabela comparativa que fiz, para quem sabe, ajuda-lo a decidir com qual modelo ficar, apesar que uma coisa ainda é certo: apesar das motos terem subido de patamar, ambas continuam muito próximas, e sempre existirá os fãs de uma ou de outra dispostos a discutir horas e horas como era assim… com a Shadow x Viragos.
Boa escolha.
*Caso alguém ache algo errado nesta tabela, por favor me avise.
Depois de muito tempo, assisti “Chuck Berry – O Mito do Rock”, que até está na programação do Telecine Cult, para variar foi mais uma das ótimas recomendações do amigo Mad.
O filme é de 1987 e comemora os 60 anos de Chuck, ou seja hoje ele tem 82 anos. Misto de documentário com o grande show Hai! Hai! Rock´n Roll de pano de fundo, tem direção musical de Keith Richards, que se diz apaixonado por Berry e totalmente influenciado pela sua música mistura de folk rhythm&blues e claro o puro Rock´nRoll do qual ele é considerado rei, palavras do arquirrival Little Richards.
No show participações mais que especiais, além do prórpio Keith, tem Etta James, Robert Cray, Julian Lennon e um tal de Eric Clapton.
Bem espero que gostem, e não deixem de assistir o filme, não tem como não gostar.
Abraços
Seo Craudio
ps- este post foi escrito um dia antes do Show que ele realizou em São Paulo, e eu não sabia… foi uma tremenda coincidência…
“As pessoas perguntam: O que é um RocknRolla? Eu digo a elas que não tem nada a ver com baterias, drogas e picadas. Oh, não. É muito mais que isso, meu amigo. Todos gostam de um pouco de boa vida. Alguns, o dinheiro. Alguns, as drogas. Outros o jogo do sexo, o glamour, a fama. Mas um RocknRolla, oh, ele é diferente. Por quê? Por que um RocknRolla quer a porra toda!!!”
O filme começa assim, narrado na primeira pessoa mas para quem assistiu Jogos, Trapaças e Dois Canos fumegantes e ainda Snatch – Porcos e Diamantes, Rocknrolla não tem tanta pegada quanto e o final talvez não agrade muito. Guy Ritchie de certa forma pega leve, achei até que ele se perdeu durante o caminho, mas vale a visita na locadora sem dúvida, afinal o filme tem uma boa trama com o humor sarcástico típico inglês e Gerard Butler no papel principal.
Mas não vou estender muito no filme, vou deixar aqui o que achei de melhor: A trilha sonora.
Ah, e tem a abertura espetacular do designer Danny Yount, que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas é o mesmo que fez a abertura do Homem de Ferro, entre tantos outros bons filmes (para ver a abertura é só clicar na figura lá em cima).
Tudo começou com um email “besta” que mandei ao Mazzo perguntando quando que ele voltaria a passar aqui em casa, e ele prontamente respondeu dizendo que no dia 4 de Julho iria para Palmas, Tocantins, e passaria em Frutal, terra do amigo Coré, e no dia 11 passaria aqui em C.U. para fazer uma visita. Caraca o cara é rápido mas justo agora dias 10,11 e 12 estarei eu indo para Tiradentes-MG, mas não deixaria de matar esses dois coelhos com uma só motocada : re-encontrar o grande amigo Mazzo e sua trupe curitibana, e a tão prometida visita à Terra da FASS, a cervejaria do Coré
Alguns emails mais tarde, o bonde já estava grande, e assim dia 3 de Julho chegou, e foi a onde as coisas começaram…
Dia 3
Coelho, Macias, Ferraz, Kruger e Ellen chegaram aqui em C.U. para deixar a viagem mais tranquila afinal Frutal fica a mais 500 km de São Paulo, então nada melhor que fazer uma viagem assim em duas pernadas. De C.U. a Frutal são apenas 340 km.
Minutos antes deles chegarem eu e o amigo Rornete já matávamos um wisky para esquentar a noite, que eu ingenuamente achava que seria “leve”, mas sem entrar em muitos detalhes, fizemos uma visita ao Mortorhead MC, depois encaramos um churrasco na casa do meu vizinho, e com isso fomos dormir quase as 6 da manhã… Depois de duas longas horas de sono, já estávamos fardados para encarar a densa neblina que ocorre sempre nesta época do ano.
Dia 4 – Rumo a Frutal
A visibilidade estava bem reduzida mesmo já sendo 9 horas da manhã, e o bonde agora contava com 8 motos – Eu, Castrado, Parmito, Coelho, Ferraz, Macias, Kruger e Digudi- mas mesmo assim a tocada foi boa, pois a estrada estava vazia e apesar da neblina nos acompanhar por uns 35 km, ficou longe de estar perigosa, pelo contrário, para mim foi tempero.
A temperatura nessa época do ano é maravilhosa, pois viajamos com todos os equipamentos e com isso o conforto térmico é espetacular. A viagem em si foi tudo tranquilo sem problemas maiores, a não ser uma pane seca com o Kruger.
Chegamos em Frutal quase 3 da tarde, e lá a coisa já estava fervendo, pois além da previsão de chegada dos Curitibanos, contamos com a presença do casal Sr. Fábio e Sra. Preta Gil, e para coroar mais ainda o evento, o grandíssimo Zema e sua esposa para lá de simpática Patrícia.
Chegamos famintos, com sede e cansados (soma 2 horas de sono + 5 horas e meia de viagem = cansado para carpaccio). Lá na sede da turma de Frutal um belo prato de pimenta temperado com arroz e linguiça, acompanhado de pimenta refogada com kibe crú. Haja cerveja para apagar o fogo… então rumo a cervejaria.
Visita a Cervejaria FASS
Frutal além de acolhedora tem uma grande cervejaria: FASS.
Foi o momento culturo-etílico com o mestre cervejeiro mostrando todo o processo e rompendo ortodoxias:
_ A qualidade da cerveja não se dá pela qualidade da água. Nós nos abastecemos do mesmo lençol que abastece a Brahma de Agudos. O que torna uma cerveja diferente uma da outra, mesmo sendo da mesma marca, são dois fatores: a qualidade dos ingredientes, mas principalmente o fator humano. Na Ambev de Agudos, os mestres cervejeiros tem mais de 25 anos de experiência. (adorei, essa sempre foi minha teoria).
A cerveja Fass está saindo de linha para dar entrada para uma cerveja também de baixo custo, a Bella, e para o segmento premium, eles também produzem a Bauhaus (para quem gosta de cerveja mais encorpada é muito boa).
A Fass é toda automotizada e possui equipamentos de primeira linha, e tem capacidade de produzir 100 milhões de litros ano… cerveja bem… é litro para caramba… Veja o vídeo.
Feijoada da APAE
Como não só de cachaça vive o homem, a noite depois de conhecer a choperia da Fass - Logoon – , resolvemos fazer uma boa ação 9acho que a nós mesmos). Fomos na Feijoada Anual da APAE. Que maravilha. A festa é tradicional na cidade e toda a socialite está lá, e nós, os motoqueiros malvadões não poderíamos deixar de comparecer… Como diria um amigo piracicabano : estava ÓTEMO. Imagina que o último prato de feijoada foi derrubado já passava de 3 da manhã… uta cura ressaca.
Hora da partida
Para alguns pobres assalariados, domingo pela manhã era hora de partir para casa, para outros mais afortunados, domingo ainda era dia de motocar, alias apenas o segundo dia de motocada para os Curitibanos, e para os vagabundos, ainda tinham que aguentar um carneiro assado preparado pelo Coré… eita vida difícil.
Eu infelizmente estava no primeiro lote, e assim partimos as 11 da manhã em 5 motos rasgando a Rodovia Faria Lima para depois alcançar a Washington Luiz.
A rodovia Faria Lima
Muito diferente da Avenida, a Faria Lima lá de cima, não está em boas condições, além da pista simples, com o asfalto avermelhado devido ao excesso de caminhões que transportam cana, ele tem muitos defeitos nos obrigando muitas vezes tocar na contra-mão. É uma estrada chata, monótona, com retas sem fim, e paisagem constante formada pelas imensas plantações de cana-de-açúcar. Um detalhe muito importante para quem vai de moto. Na ida pane seca com o Kruger, que chegamos a conclusão que era a moto que estava bebendo mais que o dono, mas na volta fiquei mais atento e depois de Frutal encontramos posto de gasolina somente a exatos 168 quilômetros, e com um detalhe, o posto fica na pista oposta. Não que não tenha outros postos de gasolina, tem, alias tinha, mas devido ao alto custo dos pedágios, os caminhoneiros mudaram a rota, levando a falência os donos de postos de gasolina.
Com esse cenário, agora era a vez do Macias chegar para abastecer somente com o cheiro da gasolina… e veja a bizarrice:
Abasteceu miha moto, a do Castrado, a do Coelho, a do Macias e quando chegou a vez do Parmito… acabou a gasolina do posto…
E lá vamos nós procurar outro posto, agora dentro da cidade de Jaboticabal, que me pareceu uma bela cidade para em um final de semana desses fazer um bate e fica…
Chegando em casa
Depois de motos abastecidas era a vez de nós engolirmos alguma coisa, e assim para variar, ou melhor para tirar o gosto de Bella da garganta, resolvemos tomar uma Skolllll, que delícia. Não comentei, mas fica entre nós, essa tal de Bella é uma _ _ _ _ _ (quem tomou pode deixar sua experiência em comentários, pls).
E foi assim, ou mais ou menos assim, que cheguei em casa com 700 km a mais de risos.
A todos que fizeram parte desta festa, valeu, já estou com saudades.
Eram 7 horas da noite quando chegamos ao Parque Estadual do Caraça, em Minas Gerais, depois de 990 quilometros exatos rodados desde São Paulo.
Eu e Érika, minha esposa, havíamos nos casado no dia anterior, e como lua de mel, subimos em nossa Triumph Tiger 995i ano 2004 com destino à Serra do Cipó, com uma parada nesse santuário ecológico.
Apesar da distância, acrescida em alguns quilômetros devido a um “pequeno erro” de navegação, estávamos muito bem dispostos, graças ao extremo conforto que essa moto oferece. O ponto engraçado da história é que cometi um erro de principiante… o farol dela estava regulado para carga leve, e quando chegou a noite, toda a bagagem acondicionada nos 3 cases me lembrou que deveria ter feito o ajuste para carga completa…vi todas as copas de árvores da estradinha que nos leva até o alto da serra, menos o asfalto. Tive que esperar passar um carro e segui-lo para ver aonde ia!!!
Por sorte foi por pouco tempo.
O trecho de SP a BH foi um bom exemplo das qualidades dessa motocicleta. Na Fernão Dias, estrada de asfalto razoável, longas retas ligadas por curvas suaves, foi possível manter velocidades de 150 km/h sem assustar minha garupa, que ia confortavelmente instalada num banco de ergonomia correta e apoiada no case original traseiro que possui um pequeno encosto acolchoado.
Seu motor speed triple descarrega 104 cv nos 215 kg dessa moto inglesa, garantindo uma tocada forte mas bastante segura. É elástico e muito rápido nas respostas, bastando um pequeno toque do acelerador para “levantar” a moto depois de uma curva mais fechada. Sem contar que o barulho desse motor é uma verdadeira sinfonia…existem filmes no YouTube apenas para mostrar o ronco do bicho numa estrada. Vale a pena dar uma olhada (ou uma ouvida…)
Deixando o Caraça, nossas andanças pela Serra do Cipó nos obrigaram a viajar em muitas estradas de terra e aí ficou claro uma fraqueza da moto. Nesses terrenos ela “pula” muito, dando uma sensação de insegurança que mostra que o ponto forte dela é mesmo o asfalto. Baixei um pouco a pressão dos pneus para ajudar a melhorar a estabilidade, e funcionou, deixando ela mais na minha mão . Esse é um dos pontos que as BMW GS ganham da Tiger, pois permitem o ajuste da suspensão para diferentes terrenos apenas com um toque de botão.
Ela acaba de completar 20.000 kms rodados, a grande maioria em estradas, ando pouco na cidade. Sua largura e tamanho não funcionam nos corredores de São Paulo. Q uando a comprei, no fim de 2007, ela tinha pouco mais que 3000 kms.
Desde então, a manutenção foi só o usual – óleo, pastilhas de freio e um jogo de pneus. O único problema que ela apresentou, em termos de qualidade, foram bolhas na pintura do tanque, que me disseram ser do excesso de álcool na nossa gasolina.
Para finalizar, vale dizer a relação custo x benefício dessa moto é muito boa, em relação a outras estradeiras conhecidas: é uma moto segura, veloz e confiável, muito confortável em longas distâncias, com um motor que desafia qualquer outro de sua categoria. O seguro é baixo e seu custo de aquisição é bastante razoável.
Assim, pretendo ficar com ela ainda bastante tempo, e quando for trocá-la por um modelo mais novo, sem dúvida vou considerar continuar com uma moto dessa marca.
Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la é fundamental para garantir uma pilotagem segura, seja para ir trabalhar ou para longas viagens.
Vale lembrar que nem sempre há assistência mecânica por todos os lados, e principalmente mecânica especializada na sua moto, por isso é importante que a moto esteja sempre em condições ideais de funcionamento, pois com a revisão de apenas alguns itens é possível prevenir problemas em comandos e manter as peças e acessórios em ótimo estado.
Para lidar com estas situações, segue uma série de dicas que auxiliam na manutenção da motocicleta.
A revisão completa de diversos componentes leva poucos minutos e deve ser feita, preferencialmente, com o motor em funcionamento para verificar ruídos estranhos, vazamentos ou parafusos soltos. Essa prática diária assegura excelente conservação da motocicleta.
Pneus e Rodas Usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento seguro. Por isso, antes da pilotagem, é aconselhável conferir se a calibragem está de acordo com as especificações do Manual do Proprietário. Se for trafegar com garupa, por exemplo, o pneu traseiro deve receber pressão maior, especificada no Manual do Proprietário, para compensar o peso extra. Outra dica é observar a presença de objetos presos, como cacos de vidro e pedras, e verificar se algum raio da roda está quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar.
Comandos e Cabos As folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da alavanca da embreagem, devem estar reguladas com a medida média de 20mm. Também é importante fazer o check-up da regulagem e lubrificação dos cabos de embreagem, do acelerador e do sistema de freios.
Freios
O sistema de freios tem que estar devidamente regulados e lubrificados. Se o freio for hidráulico, deve-se ainda verificar semanalmente o nível do fluido que, se estiver abaixo do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste excessivo da pastilha.
Luzes e Parte Elétrica Durante a inspeção, é importante observar se todas as luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel) estão funcionando. Qualquer problema em um desses equipamentos é considerada infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, com penalidade na carteira de habilitação e multa.
Filtros de óleo e de ar Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e limpeza do filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, o primeiro deve ser limpo ou substituído de acordo com a tabela de manutenção do Manual do Proprietário de cada modelo. Já o filtro de ar, por reter muitas impurezas, tem de ser limpo periodicamente (e substituído quando necessário) para evitar desgaste prematuro dos anéis e cilindros do motor. Se o mesmo for de espuma, é necessário lavar com querosene e reaplicar óleo de motor, espremendo para tirar o excesso.
Óleo e Combustível
Para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada a verificação diária do nível do óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, deve-se preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade, sempre seguindo os procedimentos descritos no Manual do Proprietário. Lembre-se também de verificar o nível do líquido de arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de sistema de arrefecimento líquido. É importante também verificar se o combustível está chegando normalmente ao carburador. Para isso, é necessário desapertar o parafuso de drenagem.
Corrente Para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja prejudicado siga sempre a recomendação do fabricante, se for lubrificar com óleo 90, o ideal é sempre a cada 200km, para quem prefere o caro Motul, lubrificar a cada 1000km, no entanto um detalhe muitas vezes esquecido, após aplicar esperar 15 minutos para que o óleo fixe bem na corrente. Se em seu caminho tem estradas de terra, o sistema deve ser lavado e lubrificado. Outra dica importante. Quando for lubrificar, principalmente com óleo em spray, tomar o cuidado para não “melar” o pneu, por motivos óbvios e caso a corrente esteja solta ou tencionada, ajuste a folga de acordo com as especificações descritas no Manual do Proprietário, e considere sempre se você estará sozinho ou com garupa.
Bateria
No caso de bateria não selada, é necessário verificar o nível da água e conferir se os terminais estão oxidados, limpando-os, posteriormente, com uma escova e com uma solução de água e vinagre.
Para ter certeza de uma viagem segura, é importante que todos esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta sejam observados e que na medida do possível leve consigo um kit extra, composto de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, fusíveis, lâmpada de farol e da lanterna traseira para o caso de qualquer imprevisto. É importante lembrar que, sempre que surgirem dúvidas, o melhor a fazer é consultar o Manual do Proprietário, ou ainda um amigo que já tenha passado pelo problema.
É isso aí, este texto foi elaborado por mecânicos da Honda, e eu fiz algumas alterações, e acredito que seguindo as recomendações acima, você só tem a ganhar, pois alem de ficar conhecendo sua moto como ninguém ainda vai economizar um bom dinheiro.
Continuando a homenagem a essa moto que só me trouxe alegria, segue um email que enviei aos amigos quando comprei a moto.
“…Pois bem, sexta-feira fui pegar a Marota. Que alegria, graças ao amigaço Coelho tudo certo, ele foi na rodoviária do Tietê e depois me levou para Guarulhos, até entendo que foi fácil, afinal o cara mora em Interlagos. Chegando lá (GPS motos) foi amor a 2° vista, a moto era do Fabião, e eu inclusive já tinha andado nela, mas isso a mais de 6 meses e confesso, ” nem lembrava direito como ela era.”
Ao sair coração batia forte, apreensivo, com medo mesmo, pois passaram-se 1 ano e 43 dias sem moto.
Será que seria eu capaz de andar com uma moto diferente da Shadow?
Andar pelo trânsito paulista? Saberia eu fazer curvas ainda?
E o vento?
Será que eu suportaria?
Será que o torque não me jogaria para fora da moto?
Enfim, todos os questionamentos idiotas desapareceram assim que sentei e liguei a Marota (re-batizada pelo Rava). Despeço-me então do Coelho e sigo para a 1° abastecida. No tanque ainda 3 litros de gasolina, e agora a única preocupação era saber se a moto, que ficou muito tempo parada, não teria problemas de carburação e que me deixaria a ”Meriva” (carro de taxista).
Que nada, a danada é Marota mesmo, esperta feito cão perdigueiro, ágil feito raposa, rápida como o Coelho, e linda feito um Puma. (eu sei estava viajandão)
Que maravilha, meu sorriso ia de orelha a orelha, e de repente passa um moto-boy gritando – tá bonito em SombreroS ??? Buzinadinha e sigo rumo a Fernão Dias. Curvas e curvas, tráfego pesado, muitos caminhões, e eu retomando o traquejo, quase esquecido, acelero e sigo ganhando confiança. O dia estava lindo (aos meus olhos), mas as nuvens do meio da tarde paulistana avisavam: em breve teste de coxinha pela frente.
Ao chegar na D.Pedro, não deu outra, pingos ardidos em meus braços, pois devido ao calor segui imprudentemente só de camiseta e colete, afinal PRECISO DE VENTO, QUERO O SOL QUEIMANDO MEUS BRAÇOS, QUERO SENTIR MINHA PELE REJUVENESCER COM O VENTO DA LIBERDADE.
Acelero mais e a Marota é firme, forte e estável, alguns quilômetros a frente chega o caminho ideal onde toda moto deveria ser batizada : AS BUCOVICINAIS DE MORUNGABA.
A cada curva da Bucovicinal de Morungaba uma história… Lembrei da 1° vez que conheci o Tonhão, com um casaco que inflava feito paraquedas, do Edu parado me esperando, eu mesmo tirando várias fotos da Monstruada em um dos pontos mais bonitos da estrada, de rever o amigo Taz, do 1° protótipo feito pelo Léo SJK do que viria a ser o fim do desaparecimento dos paraputinhos. Filmes e mais filmes na minha cabeça surgiam na velocidade que apareciam cada curva. Em Morumgaba paro para o 2° abastecimento e ao olhar no velocímetro 99,9 km, que lindo … tiro a média = 20 cravados. Xou.
Quando cheguei em Amparo, terra que tenho muito carinho por ser terra natal de minha avó, paradinha para uma oração a ela, e sigo com destino a São Antônio de Posse, cidade pequena mas com muito tráfego me obrigando a seguir a 20, 30 km.
Entre os motores de caminhões e carros, ecoava o som da Marota, forte, limpo, estrondoso, que moto. Da chuva até então só aqueles pingos. Às vezes percebia que a chuva tinha acabado de passar ali a alguns minutos como que limpando o caminho para a nossa passagem.
Cheguei em C.U. as 19:00, depois de 3 horas e meia de viagem, e 270 km de felicidade, 270 km de rejuvenescimento. Fabião, Léo, Tonhão, Samuka e Coelho – vocês foram geniais. A todos da lista que ficaram na torcida para que esse dia chegasse, ele chegou, e a todos vocês MEU MUITO OBRIGADO, pode parecer piegas, MAS SÃO VOCÊS MEUS AMIGOS, QUE FAZEM A VIDA VALER.
Abraços
Seo Craudio
texto escrito e publicado em 20/12/2005, no grupo de discussão Shadow600, a Lista Mágica.
Hoje a Marota se foi. Saiu da família “ucho” … foram quase 4 anos.
A comprei do amigo Fabião depois de um jejum de mais de 1 ano sem moto. Então imaginem só: a moto dos meus sonhos agora na minha garagem.
Com ela fui a muitos lugares… até o Chile, pensa…
Com muita honra e alegria passei-a para meu irmão, sua primeira moto (ele pagou claro, mas foi como um presente ).
Fizemos então nossa tão prometida primeira motocada, e de cara o Dan se sentiu a vontade como quem nascera para isso. E assim com ela o Dan também ganhou o mundo, ganhou namorada e ganhou também um brasão.
É… a Marota se foi, mas toda a alegria que ela trouxe nunca será esquecida nem por mim e principalmente pelo o Dan.
Parabéns ao novo felizardo proprietário, e que ele também tenha muitos quilômetros de felicidade com ela a sempre Marota.