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Triumph Tiger – por Mário Fioretti

Eram 7 horas da noite quando chegamos ao Parque Estadual do Caraça, em Minas Gerais, depois de 990 quilometros exatos rodados desde São Paulo.

Eu e Érika, minha esposa, havíamos nos casado no dia anterior, e como lua de mel, subimos em nossa Triumph Tiger 995i ano 2004 com destino à  Serra do Cipó, com uma parada nesse santuário ecológico.

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Apesar da distância, acrescida em alguns quilômetros devido a um “pequeno erro” de navegação, estávamos muito bem dispostos, graças ao extremo conforto que essa moto oferece. O ponto engraçado da história é que cometi um erro de principiante… o farol dela estava regulado para carga leve, e quando chegou a noite, toda a bagagem acondicionada nos 3 cases me lembrou que deveria ter feito o ajuste para carga completa…vi todas as copas de árvores da estradinha que nos leva até o alto da serra, menos o asfalto. Tive que esperar passar um carro e segui-lo para ver aonde ia!!! 

Por sorte foi por pouco tempo. 

O trecho de SP a BH foi um bom exemplo das qualidades dessa motocicleta. Na Fernão Dias, estrada de asfalto razoável, longas retas ligadas por curvas suaves, foi possível manter velocidades de 150 km/h sem assustar minha garupa, que ia confortavelmente instalada num banco de ergonomia correta e apoiada no case original traseiro que possui um pequeno encosto acolchoado.

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Seu motor speed triple descarrega 104 cv nos 215 kg dessa moto inglesa, garantindo uma tocada forte mas bastante segura. É elástico e muito rápido nas respostas, bastando um pequeno toque do acelerador para “levantar” a moto depois de uma curva mais fechada. Sem contar que o barulho desse motor é uma verdadeira sinfonia…existem filmes no YouTube apenas para mostrar o ronco do bicho numa estrada. Vale a pena dar uma olhada (ou uma ouvida…) 

Deixando o Caraça, nossas andanças pela Serra do Cipó nos obrigaram a viajar em muitas estradas de terra e aí ficou claro uma fraqueza da moto. Nesses terrenos ela “pula” muito, dando uma sensação de insegurança que mostra que o ponto forte dela é mesmo o asfalto. Baixei um pouco a pressão dos pneus para ajudar a melhorar a estabilidade, e funcionou, deixando ela mais na minha mão . Esse é um dos pontos que as BMW GS ganham da Tiger, pois permitem o ajuste da suspensão para diferentes terrenos apenas com um toque de botão.

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Ela acaba de completar 20.000 kms rodados, a grande maioria em estradas, ando pouco na cidade. Sua largura e tamanho não funcionam nos corredores de São Paulo. Q    uando a comprei, no fim de 2007, ela tinha pouco mais que 3000 kms.

Desde então, a manutenção foi só o usual – óleo, pastilhas de freio e um jogo de pneus. O único problema que ela apresentou, em termos de qualidade, foram bolhas na pintura do tanque, que me disseram ser do excesso de álcool na nossa gasolina.

 Para finalizar, vale dizer a relação custo x benefício dessa moto é muito boa, em relação a outras estradeiras conhecidas: é uma moto segura, veloz e confiável, muito confortável em longas distâncias, com um motor que desafia qualquer outro de sua categoria. O seguro é baixo e seu custo de aquisição é bastante razoável.

Assim, pretendo ficar com ela ainda bastante tempo, e quando for trocá-la por um modelo mais novo, sem dúvida vou considerar continuar com uma moto dessa marca. 

Boas estradas para todos!

Mário Fioretti

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“Once” – Apenas uma Vez – Filme e Trilha Sonora

Foi com grande prazer que recebi este presente do amigo MAD ( DVD do filme “Once”).

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“Once – Apenas uma Vez”, é um filme delicado, melancólico e simples.

Comercialmente falando não é um filme de muitos recursos uma vez que foi produzido com apenas 160 mil dólares.

No cenário a emergente Dublin, de ruas limpas, belas praças com árvores frondosas e grandes construções, mas o filme mostra também a rotina da periferia com pessoas simples caminhando nas calçadas, crianças correndo de um lado para o outro, automóveis populares e antigos além de pequenos estabelecimentos comerciais e uma população de imigrantes vindos de países vizinhos.

Curiosamente os protagonistas no filme, não possuem nomes e são músicos na vida real o que foi chave para compor o elenco, pois “Once” é um musical que conta a história de um rapaz (Glen Hansard) que sofre por uma decepção amorosa e que trabalha com o pai em consertos de aspiradores de pó, e para ganhar um ‘troco a mais’, canta nas ruas de Dublin músicas de composição própria sonhando em um dia poder gravar um disco, e justamente em uma dessas apresentações públicas que conhece uma imigrante tcheca (Marketa Irglova)  com um dom especial para a música mas que sobrevive vendendo flores nas ruas.

Nasce então uma forte ligação entre eles onde juntos conseguem forças para driblar com maestria e simplicidade os problemas do dia a dia e assim seguir a vida esperançosos.

O filme tem “ares” de romance, e talvez essa tenha sido mesmo a intenção do diretor John Carney, mas não foi só essa a leitura que fiz. O filme fala de “amor” não somente entre o homem e a mulher. O amor ali retratado surge em diversos formatos, hora como o amor entre amigos ou amor ao próximo, hora no trabalho ou pelos pequenos prazeres da vida, ele fala do amor em viver.

No cartaz do filme uma pergunta:

 “Quantas vezes você encontra a pessoa certa?”  “Once”

Não seria muita crueldade do mundo se isso for uma verdade absoluta?

Com esse enredo o filme se desenrola mostrando que na vida é possível ter várias pessoas “certas”, uma para cada momento, basta estarmos de olhos, mentes e poros abertos para para percebe-las.

“Once” foi bastante premiado, além do Oscar de melhor canção original em 2007, com “Falling Slowly”, ganhou também o Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro e o Prêmio Público no Sundance Film Festival, além de receber 2 indicações ao Grammy nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original.

Enfim, “Once” é daqueles filmes para ver e rever, fala de amores e frustações, amizade e perseverança, e tudo isso contado ao som de música de ótima qualidade. Imperdível.

Valeu Mad!

Uma observação: como o filme fala das coisas simples da vida e de como aproveita-las da melhor forma, o diretor teve o cuidado de retratar o poder de um belo passeio de moto a dois, e sendo um filme britânico, não poderia deixar de usar outra moto senão uma bela e antiga Triumph…

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Compartilho então com vocês o filme e a trilha sonora.

Espero que gostem

Abraços

Seo Craudio

FILMEhttp://www.megaupload.com/pt/?d=JETBTZF6

TRILHA SONORA – http://www.megaupload.com/pt/?d=86zs48n3

1.Falling Slowly – Marja Tuhkanen/Glen Hansard/Marketa Irglova/Bertrand Galen

2.If You Want Me – Glen Hansard/Marketa Irglova/Rob Bochnik/Johhny Boyle

3.Broken Hearted Hoover Fixer Sucker Guy – Glen Hansard

4.When Your Mind’s Made Up – Glen Hansard/Graham Hopkins/Marketa Irglova/Joseph Doyle

5.Lies – Marja Tuhkanen/Glen Hansard/Marketa Irglova/Bertrand Galen

6.Gold – Kevin Murphy/Glen Hansard/Fergus O’Farrell/Rob Bochnik/Colm Mc Caughey/James O’Leary

7.The Hill – Marja Tuhkanen/Marketa Irglova/Bertrand Galen

8.Fallen From the Sky – The Frames/Craig Ward/Glen Hansard

9.Leave – Glen Hansard

10.Trying to Pull Myself Away – Colm Mac Con Iomaire/Glen Hansard/Graham Hopkins/Rob Bochnik/Joseph

11.All the Way Down – Glen Hansard

12.Once – Glen Hansard/Marketa Irglova/Johnny Boyle

13.Say It to Me Now – Glen Hansard

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