Archive | março 2008

Imagem do dia – em algum dia na Argentina

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A Expedição Rumo aos 1000 – chegou ao fim

Foram 5300 e poucos quilômetros rodados com muita alegria durante 16 dias, com o objetivo de conhecer e rever os amigos espalhados por esse mundão, passando pela Argentina ( entrando por Foz ) e Uruguai ( saindo pelo Chuí ).  

Não fizemos conta de quantos amigos foram, mas algo perto de 973… 😀  

Desde frentistas sempre curiosos perguntando de onde vínhamos, recepcionistas de hotel amáveis tentando falar português melhor que nós falando espanhol, curiosos a observar a moto parada nas praças, policiais argentinos ou uruguaios “fora do padrão” que não queriam”propina”, donos de loja felizes com a nossa chegada e principalmente com a nossa saída com sacolinhas das lojas, pessoas realemnte interessadas em ajudar, seja a guardar a moto em loca seguro, ou ajudar mesmo quando tivemos a pane seca, enfim um grande número de pessoas que encontramos e de certa forma ajudaram nossa viagem ficar a beira da perfeição, e entre todos, vocês “os MOTOQUEIROS”, Iraquianos ou Catarinas, Mineiros ou do ABC, Goianos ou Paulistas Paulistanos, enfim, os AMIGOS que consideramos parte importante da nossa vidas.   

 

 

Valeu cada quilômetro para re/encontra-los. 

Alguns agradecimentos em especial que não podemos deixar de fazer : 

Mad e Jane, pela torcida e vontade de estarem juntos de nós, e principalemente pelos ótimos momentos da viagem do ano interiror ( Expedição ImbeCHILE ), que com certeza foi o que nos fez querer repetir este ano. 

Edu monâco, pelos presentes – plataformas para a garupa, mata-perro, alforges ( dei para meu irmão que adorou ) valeu Duzão. 

Irmãos SombreroS, que brindaram a viagem logo no primeiro dia. 

Rava, que fez questão de prolongar a viagem só para rodar uns 100 kms conosco, ( e ainda depois na minha volta, resolveu fazer aniversário bem no dia que passamos em Curitiba ) 

 

 

Furer, pela preocupação de hospedagem, 

 

GDM, pelo “churrasco” e atenção, 

Diabolixo, pelas palavras carinhosas no blog do Pirex, 

Pirex, por ensinar-me a montar um Blog, isso fez toda a diferença, pois foi por onde os amigos e familiares puderam nos acompanhar enviando mensagens de apoio e carinho (as que eram mal educadas eu deletava …:D 😀 😀 ), 

Iraide, por toda a dedicação e desdobramento de agendas para tentar ao máximo ficarmos juntos, 

Tadeu, pelo carinho e preocupação em nos guiar pelas ruas de Floripa, 

Blues, pela recepção, busca de pousadas, passeios de barco e todo tempo dedicado, 

Coelho e Japa Loko, pelo encontro e companhia na volta de Curitiba, 

A todos que participaram do Blog com mensagens de apoio e sacanagens, 

Meu grande Irmão Daniel, pelo carinho e vontade de estar ao meu lado para mais essa motocada, 

Minha cunhadinha Paulinha, amiga e mascotinha da época que eu e a Vera éramos apenas namorados, pelo carinho e disposição a nos acompanhar em tudo, 

Minha irmã Cláudia, que nos enviou mil torpedos cheios de Saudades, e que por motivos de saúde não pode nos acompanhar na viagem, 

E o mais que especial a Vera, minha esposa companheira, amiga de todas as horas, que com sua meiguice tornava cada dia um dia especial. 

 

É isso, e que venham as próximas aventuras sobre duas rodas.

abraços já com saudades de tudo e de todos,

Seo Craudio e Vera Magali

Domingo dia 9 de Março –…tô voltando pra casa…

Domingão lindo de sol, dia do retorno a nossa casinha, ao nosso travesseiro, ao nosso ninho de amor…
Agora no bonde, além do Dan e Paulinha, o Coelho e o Japa Loko e sua fiel companheira Fátima.
 

 

Partimos as 9 e pouco escoltados pelo Lee que nos deixou na pista que liga Curitiba a Ponta Grossa
 

 

Caminho este que é mais uma opção para os paulistas, um pouco mais longa, é fato ( 160km + ou – ) mas muito mais segura, recomendo inclusive que seja a rota oficial para as investidas paulistanas, para nós nada mudava todos os caminhos de C.U. a C.U ritiba giram em torno de 600 km.           
 

 A tocada foi mágica, um ballet sobre motos, um bonde para lá de maduro, velocidade na casa dos 120, lindo mesmo, e depois de 612 km chegamos em C.U., felizes e molhados pois faltando alguns quilômetros fomos agraciados com uma bela chuva … são as águas de março fechando o verão e a promessa de vida no meu coração …

Na chegada a C.U. direto para o Pachecão comer a tradicional Picanha com polenta e salada de rúcula. Que delicia… que fome… que saudade…
Seo Craudio
 

Punta – Chuy – Poa – BN – Floripa


Pois é, 1° desculpe a demora para atualizar é que estamos em férias…

Conhecendo Las Puntas.

Poxa como tem Punta no Uruguay, tem Punta Gorda, Punta Fria, Punta Balena, tem até Punta Del Diablo e claro a Punta Del Este.

Lugar de ricos, famosos e os que pensam serem famosos, uma mistura de sofisticação com breguice. Ponto das grifes mais famosas do mundo o lugar é de gente que vai para ver e ser vista. Olha o look da menina, nem parece que foi de moto.

As coisas não são baratas o cafezinho sai a 3 dolares, coca-cuela a 4 dolares, cerveja a 5 dolares, enfim tudo caro, aí como bom brasileiro que somos a gente improvisa, procura um cantinho BBB [ bom boinito e barato ] alias de barato mesmo só a lavagem que deram na moto, acreditem em reais = R$ 2,50. E capricharam, olha que coisa linda que ficou a moto.

Por sorte chegamos na semana de promoção tipo uma semana da ressaca, que compreende a semana do Turismo [ uma semana interira de feriado ], no hotel que ficamos 3 dias pagamos apenas 2, ainda bem assim deu para andar de táxi para ir ao cassino…

 

O clima lá estava muito estranho, hora fechava e fazia um frio absurdo com muito vento e as vezes até chovia, e do nada o sol aparecia e tudo ficava lindo.

 

Ficamos lá por 3 dias, andamos muito a pé e de moto, percorrendo pelos bairros de ruas calmas limpas e seguras. Coisa de filme.

O ponto alto foi a visita à Casapueblo obra do pintor e escultor Carlos Paéz Vilaró, uma obra única de um traço inigualável mistura de surrealismo com magia, como se fosse um Gaudi a lá Dali.

 http://www.carlospaezvilaro.com/cpv/presentacion/inicial.html

 

fomos também ao Cassino o famoso Conrad para fazer uma “fezinha” e quem sabe encontrar com o Amauri Jr. [ Keep it comin’ love, keep it comin’ love. Don’t stop it now, don’t stop it, no no .Don’t stop it now, don’t stop it ]

 Enfim adoramos Punta del Este, e prometemos voltar.

 

 

Chuy – Chui

Diretasso de Punta para Chuy Uruguay em um percurso de poucas horas, caminho lindo, mas com alguns pontos de chuva, o que nos obrigou a usar as capas de chuva.

Até aí tudo bem se não fosse eu calcular errado a distância  o que acabou em PANE SECA no meio do nada.

Parei a moto e a Vera já desce me comendo o rabicó

_ eu falei para você abastecer antes, eu falei… [ acho que a vontade dela era de socar o capacete na minha cabeça ]

Bem nessas horas duas coisas a fazer :

a 1° é não se desesperar, afinal no meio do nada em uma estrada sem movimento manter a calma é tudo.

a 2°  é ……………….  se DESESPERAR…

Mas como dissemos “além de bonitos por natureza somos abençoados por Deus” e em menos de 5 minutos uma linda Kombi ( sempre gostei das Kombis ) surgiu do nada para nos socorrer.

Desconectamos a mangueira do carburador e pronto, baldeamos 2 litros de gasolina pura para a sedenta Flicka.

Com isso foi o suficiente para chegar no posto mais próximo que estava a míseros 12 kms de distância.

Paramos em Coronilla, cidade minúscula com um grande hotel fazenda, Hotel Parque Oceanico.

 

Pelo visto já foi maravilhoso, hoje meio decadente, mas muito grande com 3 piscinas [ uma aquecida ] salas de jogos, cavalos, iguanas, cobras e otras cositas mas, além de estar de frente para a praia, totalmente deserta.

 A tarde corremos para a divisa de Chuy com Chui, fronteira seca uma loucura. Corre daqui corre de lá, compra tênis, compra perfume, vê relógio, uma perdição.

A solução foi enviar 7 quilos e meio de roupa suja pelo correio para que coubesse alguma muamba… Que situação…

 

 

Rumo a Poá

Que alegria, de volta ao Brasil, Brasil do arroz com feijão, do churrasco, da cerveja gelada e barata, da gasolina com álcool, da picanha, do rock’n roll, e claro dos Iraquianos.

A estrada de Chuí a Porto Alegre, até Pelotas, é calma e deserta, com um bom rendimento, depois a coisa complica e aparecem os muitos caminhões que atrapalham em muito.

Chuva pegamos 4, quer dizer entramos nelas, e saímos sempre muito rápido, nem capa colocamos…

Confesso que estava ansioso para chegar logo em POA afinal era o grande dia de conhecer os os Iraquianos GDM, Diabolin, Imperadox, Tara, Ogro e o pai fresco Pirex que infelizmente não pode aparecer, pude rever o ADV figura impar que continua a não falar nada mas presta atenção em tudo, e o grande Avelino sempre simpático com sorriso no rosto.

Foi um jantar maravilhoso e me apodero do texto escrito pelo Diabolixo [ extraído do blog do Pirex http://www.pirex.blog.br/ ] que resume muito bem o que é essa família de desconhecidos :

“… A velha mágica da Lista Shadow se reproduziu: pessoas que recém se conhecem no real (apesar da convivência no virtual) se tratam como amigos íntimos de toda uma vida. Isso se repete em cada um dos encontros deste grupo por todos os recantos desse país e esta é, sem dúvida, a grande mágica dessa lista.” ( Diabolixo )

A todos vocês o nosso muito obrigado pelo carinho e atenção.

BN e a sempre maravilhosa SRR

Céu azul temperatura ainda amena, foi assim que deixamos POA. Na cabeça ainda os risos da noite anterior o que fez com que a travessia pelo longo trecho da BR101 que está como diria um argentino amigo meu “una flor de mierda”, passasse mais rápido.

Optei pela BR para tentar ir mais rápido pois o objetivo do dia era rodar de Porto Alegre até Floripa mas passando por Braço do Norte, subindo a Serra do Rio do Rastro e ainda Urubici, o que somando dava algo em torno de 650 km.

Em Braço do Norte seria o ponto de encontro com meu irmão o Danucho e a Paulinha sua namorada, o que tornaria a viagem a SRR muito especial, pois estar com meu irmão lá seria  [ e foi ] maravilhoso, uma vez que já tinha ido com nossa irmã a Craducha, que por sinal nos enchia de torpedinhos por toda a viagem.

Lá em BN chegamos com uma sensação térmica de mais de 40°C, o que nos obrigou a tomar uma bela cerveja gelada para baixar a temperatura e relaxar um pouco. Como sempre em BN ele o gigante Boneli, integrante de longa data da lista shadow nos aguardava, e pela roupa dele das duas uma : ou o cara é Pai de Santo, ou trabalha em algum frigorífico, mas isso não vem ao caso, o fato é que o cara é sempre nota 1000.

 

Depois de algumas dicas do Boneli e alguns telefonemas para o Membro, seguimos então para ela : a Serra do Rio do Rastro. 

 

 

SRR – Urubici

Começamos a subir a danada da SRR, e a cada km a temperatura caia um pouquinho, mas adrenalina nos mantinha aquecidos e eufóricos.

O ritual de sempre, anda para desce tira foto…

…elogia, se espanta, se encanta, grita, enfim um apanhado de emoções que acontece tudo ao mesmo tempo.

 

Infelizmente ao chegar no topo a neblina tomou conta da serra e com ela a temperatura despencou também. Mas mesmo assim fizemos a foto oficial.

 

Felizes seguimos rumo a Urubici, trecho que eu ainda não conhecia portanto a partir dali tudo era novidade, e que novidade…

Queuspariu que lugar lindo, outro mundo, outro país, que bucovicinal maravilhosa, devemos pensar em fazer um encontro por lá, vamos maturar isso…

Chegamos em Urubici com o cair da tarde, e isso complicou um pouco a descida para Floripa pela BR 282, que tem trechos impecáveis, sinalizada e tudo bem arrumado mas do nada tudo fica uma porcaria, com muitos buracos e remendos na pista e tem um longo trecho onde a estrada estava só no cascalho [ está em processo de recapeamento ] onde nosso úc ficou bem fechadinho.

 

Mas tudo sem problemas, conduzimos com segurança e paciência e assim chegamos em Floripa depois de 12 horas e meia de viagem, cansados, muito cansados, com fome e um pouco de sono, mas para variar muito felizes. Os motivos são vários mas o principal foi por estar presente na realização do sonho do meu irmão que era motocar pela SRR.

 

Floripa ilha da magia.

Chegamos em Floripa por volta das 21:30 com fome e cansados.

Encontramos com o Blues que já tinha feito as reservas para os esqueletos, o que facilitou em muito nossa vida.

Dia seguinte, quinta, dia de sol praia, cerveja gelada, e andar de… lancha, alias que lancha.

 

Era dia de festa “aniversário do Vodegar” e dia de conhecer os catarinas. Marcamos em um restaurante a barra da lagoa coisa linda.

Lá os rituais costumeiros, abraços carinhosos sempre em um ambiente para lá de agradável, e para comer ela a “TRADICIONAL SEQUENCIA DE CAMARÕES”.

Depois do almoço divino com a presença do Tadeu, Vodegar, Iraide, Ale Baby e “Marcinho Tubarão” acompanhado da mamãe que coisa meiga…

 

…partimos para fazer Wakeboard, e graças ao professor Tonhão não fizemos feio não. Primeiro a primeira Dama, Vera Magali arrebentando, tudo de primeira, linda e maravilhosa, que mulher…

Na sequência, eu arrebentando… mas com moderação…

 

A noite depois de um breve descnço partimos rumo ao churrasco na casa do Vodegar, de bondinho de 3 motos puxado pelo nosso guia Tadeu…

Na churrasqueira o Schucrutz alegre e sorridente e junto com ele o Jorge e a Eloísa casal fantástico divertidíssimo, depois chegaram a Ale o grande Doc amigo de longa data, os filhos do Edegar a mãe do Edegar coisa mais linda, enfim foi uma festa com o papo bom dimais da conta sô.

 

É isto estamos em Floripa curtindo a já tão conhecida ilha da magia, só que agora repleta de amigos, onde já me antecipo a agradecer cada minuto dedicado a nós, sempre com a intenção, com sucesso, de nos proporcionar dias inesquecíveis.  

Abraços e até o próximo… 

Seo Craudio

Imagem do dia

 El GDM perguntou :

_ Você vem de moto ou de Marauder ?

A respota foi :

_ Vou de Flicka.

Abrçs

Seo Craudio

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Ahora Uruguay

Depois de uma ótima estadia em Concordia, cidade também muito acolhedora,

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partimos rumo à fronteira com o Uruguai (Concordia-AR e Salto-RU ), frontera esta muito tranquila, em 5 minutos tudo estava pronto para se cruzar a barragem sobre o rio Uruguai.

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Para Montevideo só a ruta 3 passando por Payssandu e San José, depois segue-se pela ruta 1, duplicada e muito tranquila.
A ruta 3 é coisa de cinema, linda com pouco movimento, permite uma tocada firme e segura, é como uma grande bucovicinal de 400 km.

 

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 Fomos parados por um policial que pediu os documentos e depois desejou boa viagem, alias em toda a viagem até agora nada de policiais “hirros de pyuta”.

Após alguns km percebemos que não fizemos câmbio, ou seja estávamos sem pesos uruguajos… com isso fomos obrigados a fazer parada em Passandu, o que acabou sendo ótimo pois aproveitamos para saborear um belo bife a milanesa com papas fritas e claro tomar uma Patricia “bem gelada” como disse o Mozo ( garçon ). O tempo no horizonte estava ameaçador e temperatura estava bem agradável, o que nos permitia usar todos os equipos sem derreter por dentro.

Quando chegamos próximos a San José aí a casa caiu, quer dizer o céu caiu, e assim foi até hoje de madrugada.

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Chegamos em Montevideo e resolvemos dormir por lá mesmo o que foi bom também pois assim aproveitamos para motocar por todo o centro muito bem cuidado e depois repor toda a energia gasta num belo restaurante a beira mar, ou melhor a beira chuva.

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 Na sexta acordamos com uma baita preguiça e só saímos do hotel as 12 em ponto a fim de conhecer as Puntas…

Seo Craudio

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