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Calendário Setembro 2013

Como já diziam meus amigos do primário: Setembro chove?

Resposta: Não, Setembro faz sol, e de motoqueiro.

E assim é a hora de fazer revisão na moto, checar pneus, dar um reaperto nos parafusos, uma polidinha nos cromados e colocar a moto para desfilar.

E com esse “mud” saímos Coelho Parmito Giordano e eu rumo a Dourado coisa de cento e poucos quilômetros de Rio Claro, mas que conseguimos esticar para 300 mais ou menos…

A surpresa boa da viagem fica entre o trecho de Dourado e São Carlos, uma estrada com ótimos asfalto e traçado, com muitas árvores margeando a estrada que somado ao por do sol deixou boas lembranças na viseira de meu capacete.

<br/><small><ahref=”https://www.google.com.br/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=Rio+Claro+-+S%C3%A3o+Paulo&amp;daddr=Charqueada+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Santa+Maria+da+Serra+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Torrinha+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Brotas+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Dourado+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Rio+Claro+-+S%C3%A3o+Paulo&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=Fan_qf4dWiUq_SkrmUFWtsTHlDHWpsFXOIu4hg%3BFfOCqP4dD_gm_SnjuSRiHrjHlDHBJ4I2RktA7g%3BFYqkp_4dmRgh_Smv7ipvTQnHlDEpOlXEKRlmcw%3BFR_Dqf4dvRIh_Skr2OtXiHPHlDG0EzP4pidAsw%3BFQ78q_4d1qMh_SkjgRdKOXjHlDEseZ93wYFrsg%3BFf60rv4d7sQe_Sn5FJezEZm4lDFbEkSzq5CgIQ%3BFan_qf4dWiUq_SkrmUFWtsTHlDHWpsFXOIu4hg&amp;aq=0&amp;oq=rio+clar&amp;sll=-14.408749,-53.180502&amp;sspn=118.990699,228.339844&amp;vpsrc=6&amp;mra=ls&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;dirflg=d&amp;dg=feature&amp;ll=-22.278931,-47.576294&amp;spn=2.198346,3.56781&#8243; style=”color:#0000FF;text-align:left”>Exibir mapa ampliado</a></small>

 

Calendário 2013 setembro

Aqui foto tirada em outro local, em um dia de chuva… só para meus amigos do primário ficarem felizes com o trocadilho. No destaque a moto do amigo Mugão.

Let’s Ride!!!

Seo Craudio

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Nova Shadow 750 X Shadow 750 ?

A Honda fez seu grande lançamento no segmento custom para 2011. Sim começamos o ano com a maior marca de motos do Brasil já fazendo barulho, coisa que o Diário de Bordo mostrou se não em primeira mão no máximo de segunda, mas com a notícia pouco rodada 🙂 .

Não vou discutir se a moto é bonita ou feia, se é boa ou ruim, afinal estamos falando de uma marca de respeito, eu diria… uma Volkswagen das duas rodas… e só por isso já dispensa comentários, mas é por isso também quero deixar aqui minha indignação.

A muito tempo desde os idos da Shadow 600 que nós os (ex)felizes proprietários de uma delas, já nos imaginávamos “montados” em uma Shadow 750 (Spirit) vendida no mercado americano. Era uma questão de upgrade lógico pular de uma moto consagrada pela sua robustez e confiabilidade somada a uma boa ciclística e fácil manutenção para uma moto de maior cilindrada, maior entre eixos e claro mais “presença”.

Primeiramente isso demorou mais do que o esperado e quando veio a mudança, recebemos aqui uma 750 nacional com algumas coisas boas, como porte maior, mais confortável (para mim macia demais), um pouco mais de potência (mas quando feito as contas peso X potência deixa a desejar), transmissão por cardan, entre “otras cositas mas”. Enfim uma moto maior que a VTX600 e com/mas um design de gosto polarizante. Alguns a amaram logo de cara, vide meu amigo Coelho (acho que o Coelho foi um dos primeiros a ter um exemplar na garagem) e outros tantos que a odiaram (como diria meu amigo Léo: uma b_ _ _a! ), mas mesmo assim a Shadow 750 fez lá seu sucesso.

Agora a Honda relança a Shadow 750 totalmente repaginada, quer dizer, quase que, pois aonde na anterior  via-se um estilo mais clássico com uma pitada de modernidade, agora ela é mais esguia, aro maior pneu bem mais fino na dianteira, para-lama mais integrado na traseira, e uma série de pequenas mudanças que a deixaram mais esportiva, próxima da Spirit esperada em 2005/06.

Motor? O mesmo.

Chassi? O mesmo.

Tanque? O mesmo.

Suspensão? A mesma.

Transmissão? A mesma

Ocha! então o que mudou?

Perfumarias, salvo os freios a disco nas duas rodas e uma versão com ABS. E é aqui que mora minha indignação com a Honda.

Horas bolas, já não estamos mais em tempo de sermos enganados por empresas que quase monopolizam o mercado. E antes que você ache que isso é um discurso da esquerda, se coloque no mesmo ponto de vista que eu:

– A moto está mais, em jargão de projetos, “depopulada” que a 750 de 2010 e custa mais cara.

Que matemática é essa se não a pensar que quem vota em Tiririca pode comprar esta moto?

Simples assim, vamos fazer as contas (de padeiro claro):

– Banco menor,

– Guidon menor,

– Paralamas dianteiro e traseiro menores,

– Acabamentos laterais do paralama traseiro menor

– Eliminada a proteção das bengalas

– Eliminado o conjunto de piscas dianteiro e traseiro

– Farol mais simples

– Lanternas traseira mais simples

– Pneu dianteiro menor,

– Eliminada a plataforma dianteira.

Tudo isso tem um nome: redução de custo, sem repassar a redução para o preço final.

De novo, se ela ficou mais bonita que o modelo anterior, entra a máxima que “gosto cada um tem o seu, e tem gente que nem tem”, mas o ponto é que essa moto (que fará sucesso sem dúvida) deveria custar algo em torno de 26k, mas para nós, eles farão o favor de vender na faixa dos 28800 até  31800, uma pechincha. E como diria o amigo Piréx: “desculpe por ter nascido”.

Boas compras.

Seo Craudio

ps- claro que a achei bonita, ela é uma Shadow 600 melhorada e tão sonhada a 5 anos atrás. Pena que para mim (e para muitos) chegou tarde demais.

** Leia também Midnight Star 950 X Boulverd 800

HD Fat Boy = Fat Man + Little Boy

Fica difícil acreditar que não foi intencional o uso dos nomes das bombas lançadas sobre o Japão – Fat Man e Little Boy – quando analisamos o mercado americano de motos customs nos anos 90 e a invasão de motos japonesas por lá. Era uma questão de sobrevivência para a Harley-Davidson lançar algo para “detonar” as japonesinhas e a “bomba” não poderia ter outro nome: Fat Boy.

Não vou ficar aqui discursando sobre sua evolução no tempo e suas características técnicas, meu amigo Piréx em seu blog Diário de Bordo  já  fez com maestria. O que quero aqui, é somente deixar meu depoimento como um feliz proprietário de uma Fat 2007 recem adiquirida.

Fat Boy

Sim eu sei; eu era um daqueles que dizia que dessa água não beberia, mas não sem motivos afinal as HDs são cheias de histórias como o “vaza óleo” (e vaza, mas não onde se pensa), ou o problema da refrigeração a ar (e esquenta mesmo), ou os engates imprecisos aliados a um acionamento de embreagem muito duro (eu não percebi nada), e ainda o “vibra muito” (até agora o único que está vibrando sou eu). Mas como o mundo gira um dia desses um grande amigo, o Nata, veio me fazer uma visita logo após a minha queda na região de Limeira, e me contou uma história no mínimo curiosa: ele foi comprar um pneu e saiu com uma Road King – uta vendedor bom, acho que era o mesmo que vendeu um barco para o cara que estava procurando uma farmácia para comprar absorvente para a esposa 🙂 .

Conversa daqui, conversa dali e ele divide o grande problema que tinha: duas HDs na garagem e precisava de ajuda para vender uma e queria minha ajuda nessa solução. Mais conversas e 1 garrafa de Jack depois, o problema foi resolvido com uma única frase: “a moto é minha”.

Não sei se foi o efeito do álcool ou eu que bati a cabeça no acidente, mas acabei comprando a moto sem nem ao menos vê-la, e pior ainda sem ao menos dar uma voltinha e quando cheguei para busca-la tomei um baita susto:

– Será que eu alcanço o chão?

– Será que eu aguento o peso?

Bem essas dúvidas foram embora logo depois que passei da primeira esquina e mesmo em baixa velocidade ela é muito gostosa e fácil de conduzir, já em velocidade cruzeiro 110 a 130, nem se fala, é uma sensação incrível, a moto fica “na mão”, sem vibração alguma só o ronco grave e forte que sai dos canos impondo respeito e dando legitimidade de uma genuína HD, uma Softtail com cara de Rabo duro com seu centro de gravidade baixo deixando a moto “colada” no asfalto transmitindo muito prazer e segurança ao pilotar.

Bem, só sei que neste primeiro mês com ela, já se foram 1000 km, e na água que disse que nunca beberia, hoje mergulho de cabeça.

abraços

Seo Craudio

 

Midnight Star 950 x Boulevard 800

O mercado de moto custom no Brasil mudou um pouco, e para melhor claro, se comparado nos idos de 96 / 97 onde praticamente só tínhamos duas competidoras: Yamaha Virago 535 e claro a mãe de todas, a Honda Shadow 600.

shadowXvirago

O fato é que hoje com uma economia  estável (…que nunca se viu igual nesse país…),  o mercado se abriu (não totalmente) para outras entradas. Foi assim com as Vulcans e Marauders (98) , e para se ter uma ideia, só em 2006 que veio a Boulevard M800 e sua irmã mais pesada a 1500, e a Honda um ano mais tarde, tirava de linha a shadow 600 substituindo pela Shadow 750, fato que gerou muita polêmica dividindo as opiniões. O que todas as montadoras de motos no Brasil fizeram  não foi nada além de melhorar seus produtos com mais tecnologia, e aumentar as cilindradas. Exceção as Harleys que se estabeleceram no Brasil, sempre oferecendo uma boa gama de motores e acabamentos.

Bom diante de tudo isso, a Yamaha era a única que não tinha migrado para esse segmento das médias cilindradas, mantendo até então a sua Drag Star 650. Mas isso já ficou para o passado, e recentemente fez um lançamento mundial: a Midnight Star 950.

xvs950_midnight_preta[1]

Para mim, é uma das mais belas customs do momento, e aqui no Brasil o foco é, claro, além de competir com a Shadow, roubar o mercado conquistado pela Suzuki Boulevard 800.

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Não vou aqui defender uma ou outra, até porque ambas para mim têm vários pontos favoráveis, e alguns que deixam a desejar. Mas o que quero dividir com vocês aqui, é uma tabela comparativa que fiz, para quem sabe, ajuda-lo a decidir com qual modelo ficar, apesar que uma coisa ainda é certo: apesar das motos terem subido de patamar, ambas continuam muito próximas, e sempre existirá os fãs de uma ou de outra dispostos a discutir horas e horas como era assim… com a Shadow x Viragos.

Boa escolha.

comparativo Boulevard x Midnight Star

*Caso alguém ache algo errado nesta tabela, por favor me avise.

** Leia relato sobre a Boulevard M800 aqui

*** Leia também Nova Shadow 750 x Shadow 750

Abraços

Seo Craudio

Harley Davidson V-Rod Muscle

bike_wallpaper_1280

Para os puristas a linha V-Rod, que foi lançada mundialmente no final de 2001, foi e ainda é uma heresia. Ninguém imaginaria uma Harley-Davidson refrigerada a água e com motor desenvolvido na Europa em parceria com a Porsche muito longe da fábrica de Milwaukee.

Bem, mas para mim, um pobre mortal que sempre cede aos avanços da tecnologia, não posso deixar de comentar que sem dúvida é uma das mais bonitas motos, digamos custom, em produção.

VRSCF V-ROD MUSCLE

Tanto é, que a Harley que de tonta não tem nada, vem cada vez mais conquistando fãs pelos modelos derivados da V-Rod de 2001, uma vez que seu público formado por “tiozinhos” radicais deve ser substituído por jovens que hoje optam pelas nipônicas Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki, e prova disso é o lançamento da V-Rod Muscle. Ouso em afirmar que ela é perfeita. Alia estilo custom com esportividade, tradição dos motores em “V” com o design “estado da arte”.

Na Muscle cada detalhe faz a diferença. Os piscas ficam no retrovisor, freios da Brembo, o escape duplo um de cada lado o que muda completamente o visual da moto além do formato que faz uma transição do redondo para o quadrado nas ponteiras, dá até para imaginar o som que sai dessa moto. Na traseira um belo conjunto de luz e seta tudo integrado e com led, e a placa, sempre mal resolvida em quase todas as HDs, sai com suporte lateral de fábrica.

                         detalhe da traseira          retrovisor com seta

                         painel          detalhe da roda e dos freios Brembo

No Brasil só temos os modelos V-Rod, a mesma desde 2001 com mudanças na pintura e a Night Rod Special. Portanto só nos resta torcer para que um dia a V-Rod Muscle venha para as terras do pau-brasil.

                         V-Rod          Night-Rod-Special_

Abraços

Seo Craudio

ps- Um detalhe, para o lançamento da Muscle, nada mais nada menos que a modelo Marisa Miller, super model da Victoria’s Secret para as fotos de lançamento. Mas isso eu vou deixar para o próximo post.

Hayabusa 1,6kg/cv – por Léo SJK

                        hayabusa papel de parede 1 suzuki_gsx_1300_r_hayabusa_2008_31_1024x768

Ontem dei um rolê de Busa, o primeiro da minha vida. Foi um pequeno trecho, entre Bauru e Jaú, 68 kms que percorri em aproximadamente 25 ou 28 minutos. A moto é um Míssil, 197 cavalos para puxar 220 kg e mais os meus 105, numa relação peso/potência de absurdos 1,6 kg/cv. Em poucos segundos ela vai a 200, a aceleração é bruta, a moto é dura, estável, segura.

queimando-com-a-busa-dos-outros

A brincadeira é legal, mas não é para mim. A 200 km/h meu capacete começou a balançar excessivamente, pois não tem aqueles apêndices aerodinâmicos, e a minha jaqueta de “courô” encheu como se fosse um para quedas, o que fazia a moto inteira balançar.. Para quem está acostumado com a posição de tiozão de uma Custom, a moto é muito desconfortável, fiquei com o corpo todo dolorido depois de menos de meia hora em cima dela. Dizem que é uma Sport Touring, mas Touring é o caralho, aquilo é uma Super esportiva das boas. A posição de pilotar é a famosa frango assado, com a bunda empinada como se estivesse em uma vitrine. As pedaleiras recuadas foram difíceis de achar, afinal na minha cabeça elas continuam lá na frente. E aquele tanque enorme ficou o tempo todo disputando o espaço com a minha pança. Enfim é bonita, é brilhante, anda para caralho, mas a verdade é que o meu estilo é o bom e velho, devagar e sempre Custom.

Léo SJK

p.s. – Não recomendamos a prática de Wheeling sem capacete, o Léo SJK, que é um piloto muito experiente o fez, mas foi só para tirar a foto.

30.000km de Harley, Softail Standart (FXST) – por Ravanello

30.000 km de Harley.

niversombreros

Não sou lá um grande andador de moto. Adquiri a minha em agosto de 2007, e, agora em dezembro de 2008, atingi a marca de 30000km. A moto no caso, é uma Softail Standart (FXST)

2007-harley-davidson-softail-fxstsoftailstandard
http://www.bikez.com/motorcycles/harley-davidson_fxst_softail_standard_2007.php

O modelo dela é uma história à parte. Nem todo mundo pode se dar ao luxo de escrever sobre um modelo que já saiu de linha, ainda mais um modelo que já saiu de linha nos US. A FxSt só veio para o Brasilzão em algumas poucas vezes, e a última leva acabou em outubro de 2007.

A família Softail, nos USA é bem populada pela NightTrain, Custom, Fatboy, Deluxe, Heritage, Rocker e Crossbones. Todas elas compartilham o mesmo trem de força, injeção eletrônica e a mesma suspensão, que é o principal diferencial – tecnológico e monetário – entre uma FXS e uma FXD – como, por exemplo, a Dyna.  

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Todas as Softails foram criadas com um foco claro de maciez para a garupa. O nome Rabo-Mole não é a toa. Se você já sentou em uma outra harley, e sentou em uma FXS, você percebe claramente que tem diferença sim. Suspensão macia e motor sem chacoalhar já fizeram alguns puristas determinarem que as Softail são menos harley do que as hard tail. Vai
saber, tem gente que gosta até de Kaiser.

O meu uso da moto é claro: eu só tenho ela. Minha cidade tem 2,5 milhões de habitantes e um índice de motorização maior do que a cidade de São Paulo. E chove; chove muito.

A garupa, não tem muita opção – ou acompanha o Zé Mane, ou deixa de viajar e conhecer lugares. Em agosto do ano de 2007 tínhamos trocado uma Vulcan 750 que nos levara até Valparaíso / Vina Del Mar, e precisávamos que “alguém” que agüentasse o tranco – tanto em cilindradas quanto em confiabilidade mecânica. Entre as sportsters disponíveis na época, e as softails, minha Senhora foi categórica: Para andar, melhor andar com mais conforto.

De saída, o modelo é meio pesado, como dito pelo Mazzorana em sua primeira impressão da Ana Fátima. Porém, a FXST tem um pneu de raio maior, bitola menor e menos borracha, deixando a Júlia, a minha FXST, com a cara do Avesso do Carangos e Motocas.

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Este pneu mais fino e alto contribui com a manobrabilidade e agilidade da moto, porém foi uma fonte de problemas durante alguns meses: Encarar as estradas do Brasil com 7,5cm de borracha na frente da moto custou-me 2 rodas até eu trocá-lo por um pneu com 9cm – que fez muita diferença. A roda, as viagens e o bolso agradecem.

Sair de uma moto de 750cc para uma moto de 1600cc também tem impacto no paciente. Na minha primeira decida da serra da graciosa, um susto, uma derrapada e um chão. Joelho ralado, cotovelo luxado e tanque amassado.  As partes de ferro (pedaleiras, manoplas, espelhos) que são alardeadas pelos RAAAARLEIROS como sendo mais resistentes, realmente
são mais resistentes. All in all, a moto saiu melhor do tombo do que eu.

As manutenções já não são feitas na Loja da Harley (IMOX Curitiba – pronuncia-se ÁIMOQUES DE MERDA) já faz bastante tempo, para ser mais exato, desde a revisão de 1k milhas. Curitiba é um centro de customizadores, mechânicos e outros estragadores profissionais de moto, então opto por levar na Brazil Custom Cycles – Que fica na Felipe Camarão, perto do Peninha. Nestes 30000, tudo o que fiz foi trocar óleo, filtro e as velas conforme o manual. Em geral, mão de obra a preço honesto, aquela aumentada clássica no preço do óleo e o
filtro a preço normal na loja.

Dizem que o grande sonho de todo o RAAAAAARLEIRO é customizar (ou bastardizar) a moto. Faróis, Buzinas, Sirenes, Badulaques, Penduricalhos e até Bolhas e Gps’s. Como eu faço parte desta classe de “gente”, resolvi fazer a minha bostomização, em 3 partes. Primeiro, um encosto para a Dona da Pensão. Depois, uma “grelha” acompanhando o desenho da rabeta da moto, para colocar a bagagem. E por último um mini seca-suvaco, de 8 polegadas, usando os mesmos cabos e suporte (RISER) original. O sissy bar e a grelha foram adquiridos direto do Fatbook, e enviados por FEDEEx – www.dragspecialties.com – e o mini seca suv foi feito aqui em curita mesmo, pelo pessoal da BC. Da forma original

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ela foi para a forma nova.

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O guidão mais alto aumentou consideravelmente a agilidade dela, permitindo os temíveis e necessários corredores. Apesar do motorzão já cantado em verso pelo Mazzo e invejado em prosa pelo Vicente, é “aceitável” encarar o trânsito diário com ela. Considerando as outras opções na mesma faixa de cilindrada, ela é bem pequena, até.

Fizemos (eu e a Patroa) uma viagem longa até agora, quando fizemos o caminho que passa por SP e BH para chegar em Guarapari-ES, destino almejado pelo Tonhão que queria comer baiacu. Por viagem longa, entenda-se mais que 2000km, ou seja, não fomos do Gelo ao Gelo – ainda. Nesta viagem, fizemos 3700km, sendo que o último dia foi do RJ Capital até Curitiba parando apenas para almoçar e para por gasolina. Quantas vezes você já rodou 900km com a sua mulher na garupa no mesmo dia? Poisé, ela é confortável assim.

As paradas de gasolina são sempre uma surpresa agradável. O 96B-com-seis-marchas é bastante econômico na estrada, mesmo para quem carrega os seus (muitos) e mais os da Dama (poucos) quilos. A média geral dos 3700km foi 19.32km/l, Sendo que a maior parte foi acompanhada por pelo menos uma Shadow e uma Sportster.

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Drawbacks ou “Mas que Merda …” Algumas coisas nela realmente enchem o saco. Depois de 30000km 3 coisas nela continuam me incomodando. Primeiro, ela vaza graxa da mesa dianteira, graxa esta que é sempre reposta nas manutenções e pelos primeiros… 1000km, tende a se espalhar pela frente da moto. Segundo, as pedaleiras avançadas, apesar de muito confortáveis e estilosas, são “um horror para o guarda roupa”. Se você trabalha de terno, prepare-se para cozinhar algumas calças na parte não coberta do escape – que fica exposto no momento de pendular a moto para estacionar. Por último, ela tem uma posição do pezinho que é meio assustadora: ao apoiar a moto, ela sempre vai alguns cm para trás. E lá se vai o susto.

Não sou defensor da marca ou apaixonado por marketing. Mas acredito que a máquina é mais positiva do que eu poderia esperar pelo que eu pude pagar e pelo que se pode obter dela. O seguro tem um valor irrisório, algo como 700 reais para cobertura total, inclusive com guincho em todo o território nacional – coisa que usei nas 2 vezes que entortei a roda dianteira na Régis ainda não pedagiada. Os acessórios são comprados a preço de ouro na “torizada” mas são facilmente encontrados em qualquer bodega da Internet. Antes da última viagem, fiz a revisão mais cara da moto: fluidos de freio, de bengala, transmissão e motor saíram, ao total, 120,00.

Faltam diversas parcelas para eu pagar ainda, mas o Banco Santander tá cada vez menos dono dela. Espero que, assim que termine, possa fazer uma viagem um pouco mais longa com ela; quem sabe eu venha a relatar os 100000km dela falando sobre neve?

Rava.

 

Shadow 600 – todas iguais, mas todas diferentes.

Queria falar sobre a querida Honda VLX 600 popularmente conhecida como Shadow 600, no entanto nosso amigo e também colaborador aqui do blog, o Pirex, fez um post no Diário de Bordo falando tudo sobre a moto, restando a mim então, falar do lado mais poético da coisa.

Como bons latinos, somos miméticos, e a moto deixa de ser apenas um motor com um monte de aço cromado e se transforma em gente, em uma mulher é claro. Para alguns mais ainda, ela é uma amante, onde a esposa sempre a vê com desconfiança e ciúmes. Para outros ela é parte da família, onde todos participam e disputam para ver com quem ela fica no final de semana.

Por onde ela passa ela encanta. Com proporções bem equilibradas, nem grande nem pequena, feita sob medida para quem quer ver o mundo mais devagar, não pela velocidade em si que sabemos não é seu ponto mais forte, mas sim por ela ser parte da paisagem. Possuidora de uma das mais belas traseiras que deixa amostra um largo pneu reforçando que é feminina sim, mas é valente e segura.

Eu tive o prazer de ter duas, a Duka e a Dukatchu, que acabei rebatizando depois de uma pequena customização, passando a ser a Monstruada.

Os nomes variam desde musas do cinema ou grandes guerreiras, ou ainda homenagens a vizinha que o cara sempre quis levar para passear tipo a Ana Júlia, manja? Teve a famosa Benedita, a milagrosa Bibiana, ou ainda a Ferrari metida que só. E a Íris ? Maluqinha… Tem a ComCerva e a Chica ambas muito bem cuidadas por seus donos. A belíssima Violeta, a forte Valentina.  A Samambaia, tadinha, nunca sai da garagem, quase uma donzela, mas a Donzela mesmo é donzela só no nome pois a menina na verdade era bem rodada… Tem alguns que são mais explícitos e já avisam: o nome dela é Chromosexual vai encarar? Outras nasceram para ser princesas igual a Blue Princess, ou simplesmente Black. Teve uma que realizou um sonho : Yellow Dream. Tem a de nomes fortes como: Eleonor, Luíza e Ferradura? :-). Apareceu uma tal de Chispita que era bem amiga da Nikita. E para completar uma tal de Zoiuda e uma toda especial em homenagem as grandes jornadas noturnas: a Yaci.

Enfim, amante ou não, na verdade a Shadow é ou foi a nossa grande companheira. Nela e com ela, compartilhamos os nossos mais profundos segredos. É onde contemplamos os mais belos finais de tarde com o sol e o céu azul refletindo em seus cromados carregando nossas baterias. É com ela que vamos ao encontro dos amigos, e foi com ela que eu ganhei o mundo.

Desejo a todos então, um Feliz Natal e um Super 2009 com muitos e muitos quilômetros a serem conquistados.

Seo Craudio

ps- caso queira que sua foto faça parte deste painel, envie-a para claudiomdsilva@gmail.com

Primeiras impressões com uma Fat Boy – por Mazzo

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  • Grupo (r)Izzo.

É uma verdadeira LOSTA. Mau atendimento, desorganização, não te dão nada. Já comprei moto zero km na orrorhonda e ganhei capacete, luva, etc. Já comprei moto zero km yamarrraa e ganhei capacete e brindes. Comprei um harlão de 55 paus no grupo (r)Izzo e sabe o que eu ganhei?  Um adesivo da Harley bem feinho….

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Primeira revisão

Liguei na segunda feira e digo pro cara “do pós-venda” que vou levar na terça pra revisão e pergunto se precisa agendar, pois quero pegá-la na quarta-feira. O cara respondeu que não precisava agendar e podia trazer. Não pude levar na terça, então fui lá na quarta. O cara disse que não poderia pegar a moto porque estavam cheios de serviço, só poderia agendar comigo para a próxima terça-feira.

MANDEI O CARA TOMAR … !!!

_ Você não disse que não precisava agendar? Como que agora vc quer agendar para a outra semana?

_ É que apareceu uns serviços, e tal e tal e tal….

Falei pro cara me dar o telefone da Harley de Sampa para eu agendar a revisão lá. Aí ele pediu para eu esperar que ia falar com o gerente. Voltou depois de uns 15 minutos dizendo que ia pegar a moto, mas só poderia me entregar na sexta.

Tá bom então, pra não perder a viagem, que vá. Falei pra ele fazer o balanceamento das rodas e mais algumas coisinhas. Não preciso nem dizer que não fizeram yorra nenhuma, colocaram um filtro FRAM, cobraram tudo e até a mão-de-obra que não é gratuita. Resultado R$ 600,00 pela revisão de 1.600 km (uma milha). Semana que vem vou ter que levar lá novamente para eles fazerem o balanceamento e talvez conseguir pegar a Nota Fiscal da revisão que não dava pra imprimir sei lá porquê e só vai dar pra imprimir daqui a não sei quanto tempo.

Ainda bem que as revisões são de 8 em 8 mil km e a garantia é de 2 anos.

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  • Vamos falar do que interessa, da moto:

Yuta queus pariuuuu !!!! Que motaça !!!!

Não é a toa que os Americanos tem 105 anos de experiência e sabem o que fazem. Você liga o motão e já sente um “arrepau no piu” só de escutar o motorzão. Engata a primeira, muito macia por sinal e arranca. Primeiras tocadas vc já sente que não está sobre qualquer moto, você tem um maquinão para andar. É meio pesada, quase 350 kg, mas também não é de “prástico” igual as Hondas, Yamahas e Suzukis. A moto é de ferro mesmo, até os paralamas, ou seja, moto forte, rígida, igual ao dono. 🙂

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Aí vem as primeiras motocadas com os amigos na estrada (Shadow e Drag). Os caras sofrendo igual puta nova quando pega o primeiro pauzudo. Berrando e com a cara toda apavorada para rodar a 120 km/h e o motorzinho trabalhando na última que parece que vai estourar. Enquanto isso o MAZZÃO vem atrás dando rizada e empurrando os caras ainda em 5º marcha. Vem uma descidinha e os caras chegam nos 130 ou 140 km/h. Mazzão põe 6ª marcha e a gordinha parece que diz pra mim: AGORA VAI !!!! E trabalha com o motorzão sobrando potência, bem silencioso E SEM TREMER NADA.

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A moto começa a dizer: VAI MAZZÃO, VAI MAZZÃO…. enrola esse cabo aí porra. Mas não dá, lá na frente vai uma Shadow e uma Drag se esfacelando toda pra chegar nessa velocidade. Aí o Mazzão baixa novamente pra 5ª porque o Harlão já começa a tossir: OU ENROLA O CABO OU BAIXA MARCHA PORRA!

Em alguns testes que eu fiz dá pra rodar tranquilo a 120 km/h em 5ª. Se colocar 6ª, é melhor andar acima de 130 km/h. 140 km/h é o ideal pro motor trabalhar tranquilinho. Sem contar que a posição de pilotagem não te deixa daquele jeito que o ventão vem direto na cara e (pro mundo custom) e quer tirar o teu capacete. Dá pra rodar nesta velocidade escutando o Aifodi e sem forçar os braços.

PS. eu não uso bolha, se é pra andar com parabrisas, eu vou de carro, pelo menos tem limpador. Mas as minhas tocadas são mesmo na faixa dos 120 km/h, então nem vou precisar da 6ª marcha.

  • Estabilidade é a palavra

A moto é segura e parece que gruda no chão como nada igual no mundo custom. Faz curva na boa, deita bem e com segurança. Em paralelepípedos parece que vc nem está numa custom que fica pulando igual a pipoca.

A moto é muito macia. Os freios são bons, disco na frente e atrás, não chega a ser uma bike, mas para os padrões custom até que segura bem os 350 kg.

  • Consumo

Em todas as motocadas ela foi mais econômica que a shadow e a Drag. Em geral, a cada abastecida de uns 200 km, gastou 1 litro a menos. Em tocadas a 140 km/h a shadow e drag fizeram uma faixa de 16 ou 17 km/l e o harlão fez 18,5 km/l. Se rodar na faixa de 100 km/h passa de 20 km/l. Sem contar que tem um tanque de 19 litros que te dá uma autonomia de uns 300 kms. Tem odômetro parcial 1 e 2, hora e km que ela ainda faz com o combustível que tem no tanque.
Piscas: Não sei como eles fizeram isso, mas ele desliga sozinho depois da curva. Além daquele esquema que a Drag também tem de temporizador. 

  • Pontos fracos

Plataformas dianteiras: Eu não gostei, prefiro pedaleiras retráteis, mas isso eu vou dar um jeito já já.
Peso: Na cidade, em velocidades baixas é um pouco difícil e pesada para manobrar.
Tamanho: Não é moto pra cidade, o guidão te impede de pensar em pegar o corredor. Mas este guidão também vou trocar logo.

  • Acessórios

A vantagem é que tem TUDO O QUE VOCÊ QUISER. Tanto a própria Harley com acessórios originais como em muitas linhas paralelas. Se pensar um pisca com um puxado pra esquerda ou uma orelha levantada ou sei lá o quê, TEM. A desvantagem é que os acessórios são todos mais caros. Como a bolsa traseira que comprei em Sampa neste findi.

A da Harley é um pouco mais simples e traz as mesmas linhas do banco da Fat, mas é mais cara só porque é para a H-D. Acabei comprando a outra, que achei até mais bonita e junto com os alforges laterais no mesmo estilo da bolsa traseira.

  • Paradas no posto

Sempre vem a turma do pergunta-pergunta:

_Moço, é uma harley ???

Agora a resposta é:

_”É”.

_Quanto vale?

_Aaaahhhh uns 10 mil.

_Se tá brincando ?!?!?!

_ É isso mesmo, pode comprar.

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Bom, por enquanto é isso. Ainda estou testando, mas como diz a lenda que ” A primeira impressão é a que fica !!!” Espero continuar com esta impressão. Depois de uns 40 ou 50 mil km acho que poderei dizer se presta ou não.
 
   
MazzoAbrax

http://mazzo.mazzorana.com.br/
Sem esquecer da velha história: A MOTO É BOOOOAAA, O PROBLEMA É QUEM REPRESENTA ELA NO BRASIL.

Suzuki Boulevard M800, ou simplesmente Kamila, por Enoque

Afinal, o que ela é?

 

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A primeira vez que a vi nem lhe dei muito crédito. Afinal minha intenção era comprar uma de estilo bem clássico, para lamas baixos, guidão bastante retorcido. Nada em sua modernidade me atraia. Claro, foi apenas uma foto de propaganda, mas aquele estilo meio Custom, meio Cruiser me incomodava. Quem iria gostar de uma moto que não sabe o que é? Foi à única vez que tive esta impressão, nunca mais. Não foi necessário mais que uma breve olhada a pouco mais de dois metros de distância para que eu me apaixonasse. Tocá-la em suas partes negras e sedutoras, apertar seus manetes, acomodar-me sobre seu banco, tudo me levava a crer na aventura que eu iria viver até este momento de minha vida. Não demorei mais que o tempo que levou mouse da propaganda do Unibanco para me decidir, nem precisei de pesquisas ou entrevistas. Na hora mudei de idéia, quanto a  clássica, queria uma 800, queria modernidade agora, queria uma Boulevard M800.

Sonhando acordado

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Os dias seguintes foram de ansiedade, mas contidos afinal não desejava que o pessoal a montasse sem ter o amor que eu iria lhe dedicar. Pacientemente esperei até que me ligaram informando que a menina estava pronta para mim, pronta para a estrada pronta para minha vida. Nascia a Kamila, nascia uma paixão.

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Foi uma noite de plena ansiedade afinal os dias seguintes me levariam a uma viagem de, pelo ao menos, três mil quilômetros. Eu, Cristina e a novíssima Kamila. Uma aventura e um verdadeiro teste que comprovaria minhas suspeitas. Ela foi realmente feita para a estrada. Tudo em sua estrutura foi feito para ser uma Cruiser, estradeira no melhor sentido. Seus pneus largos e firmes, seu torque potente, sua potencia constante. Sua visibilidade e, principalmente, sua beleza. Seria uma rainha desfilando pela Fernão Dias e Br116/BR 101. Dia seguinte apresento a meninas aos amigos de campinas. Claro, badalação a torto e a direita. Claro que, como amante orgulhoso, deixava que a tocassem, com carinho, com simplicidade e com curiosidade. Mais um dia e iríamos pegar a estrada. 

A hora da verdade

Dormir, quem me dera ter sono para dormir? Cedo, sei lá umas quatro ou cinco horas acordo Cristina. Vamos embora que a Kamila ta me chamando para queimar pista. Vamos nessa. E, lá vamos nós, cheios de vontade de rodarmos os três mil e poucos quilômetros que nos separavam de casa, do sudeste ao nordeste brasileiro. E, lá vamos nós com a mais nova integrante da família. E, lá vamos nós de retorno para casa após sessenta dias em Campinas. Saudades ficam, saudades me levam, vou para casa.

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Primeiros quilômetros… Puxa que máquina!!! Silenciosa sem deixar de lado aquele barulho de uma moto grande. Potente para me fazer avançar perante caminhões e carros. Forte o bastante para impor respeito nas ultrapassagens, bonita o bastante para atrair multidões. De inicio os guidões me preocupavam. Pareciam curtos demais. Será que não era por causa de minha posição de montaria? Tentei me aproximar mais do tanque. Na verdade, a necessidade de me manter próximo a Cristina me fez acreditar que a distância para o guidão era excessiva. Que nada. Já me falaram que a troca do guidão original pelo da Drag Star melhoraria a condutibilidade.  Não acredito nem quero tentar.  Descobri como me fazer feliz na distância certa. Os primeiros quilômetros, claro, de mansinho. Estou amaciando o motor da menina. Por enquanto vamos observar as recomendações da mamãe japonesa. Vamos devagar.

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O torque e a potência da menina me iluminam. Claro, é uma Cruise/Custom ou será uma Custom/Cruiser. Não ela é realmente uma Cruiser. Não é nenhuma Racing ou Touring ou mesmo uma Naked aditivada, mas para este estilo de moto, para esta cilindrada, para este peso, para este design, me pareceu uma surpresa seu conjunto torque/potência. Claro, eu ainda estava nos primeiros quilômetros e, ainda na observação do manual. Por vezes enfrentei estradas típicas brasileiras e, por vezes banquei o ioiô para tentar fugir dos buracos brasileiros típicos de nossas estradas. Em todas, ela foi ágil, em todas, ela foi leve e fácil de manobrar. Nenhum furo de pneu, nenhum problema com suas lindas rodas. Nada nos seus primeiro três mil quilômetros de vida. Aliás, tudo, tudo de excepcional.

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25 mil em menos de um ano

Passados os primeiros quinze mil quilômetros, em dez meses de vida, já com seu motor amaciado, ainda havia um ultimo teste a ser feito. De novo São Paulo. Agora mais de sete mil quilômetros, agora, apenas eu e ela. Uma visita a amigos de Sampa e uma nova oportunidade de testá-la na estrada. Um roteiro que incluía Maragogi em Alagoas; Ilhéus na Baia, Bom Jesus da Lapa, na Baia; Brasília no Distrito Federal; São Paulo e o retorno a Natal.  Às vezes retas longas, às vezes buraco mais conhecidas como panelas, às vezes plano, às vezes íngreme, quando não quente, sempre fervendo. De tudo testei: pilotagem, consumo, peso, beleza, barulho. Nem o escapamento ‘escapou’ de ser testado. Que o digam as cicatrizes dos primeiros quilômetros, que o digam as marcas de estrada remanescentes de suas viagens. Tudo aprovado. De novo nenhum problema mecânico, nenhum pneu furado. Apenas uma solda em seu protetor de moto, peça não original.

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Em menos de um ano de vida a menina já andou mais de vinte e cinco mil quilômetros. Se ela gostou, claro. Vive me pedindo para repetir a dose. Não pode ver uma estrada que já se mostra faceira, com seu ronronar típico de uma aceleração constante. Pneus, neste período, apenas uma troca para o traseiro. Surpreso, mas não incompreensivo, afinal não foram vinte mil quilômetros, apenas. Foram vinte mil quilômetros de estrada. E não foram apenas pistas boas como as São Paulinas com suas três ou quatro faixas, todas bem recapeadas. Foram, em sua maioria, estradas nordestinas de mão única, dividas por treminhões comedores de asfalto e construtores de buracos.

O que mudou em um ano? Uma bolha. Não por tanta carência, muito mais pelos insetos. Claro, o consumo melhora se você não tem seu peito servindo de muro para o vento. Consumo de uma moto de seu porte, nem mais nem menos. Para uma autonomia de pouco mais de duzentos e cinqüenta quilômetros, dependo de como você a acaricia, ela bebe entre quinze e vinte e cinco litros por quilômetros. Variável tanto quanto minhas necessidades de h2o ou h2alcool.  Sabendo como acariciá-la melhor ela sabe responder no consumo. Sabendo como apertá-la melhor ela sabe como responder na velocidade, ou na retomada.

Uma moto incrível, mas vão dizer não é uma isso ou uma aquilo. E quem quer que ela seja. Ela é única. Alias, não é tão única porque suas irmãs, tanto brasileiras quanto estrangeiras lhe parecem gêmeas. Experimente viajar mil quilômetros e ter vontade de voltar na mesma hora que chegou? Use uma Boulevard M800 para isso. Você não precisa de outra moto. Aproveite e deixe esta marca em sua pele.

Pena que quem a revende não é merecedor de tantos elogios. Tive poucos problemas com sua montadora, fui feliz. Apesar de poucos foram sérios. O retentor do cardã parecia querer me deixar decepcionado. Resolvido, apesar do estresse. Mesmo assim fatos me lembraram o país onde vivo e as instituições com quem transaciono. Deixa prá lá, afinal nada me fará deixar de amar minha menina, linda negra, Kamila.

Enoque

enoquepaulino@yahoo.com.br 

* Veja tabela comparativa entre a Boulevard M800 e a Midnight Star 950 aqui

 

Suzuki Boulevard M800 – Ficha Técnica 

Cilindrada 805 cc

Diâmetro e curso 83,0 x 74,4 mm

Taxa de compressão 9,4 : 1

Transmissão 5 velocidades

Sistema de transmissão Via cardã

Sistema de lubrificação Cárter úmido

Alimentação Injeção eletrônica

Ignição tipo Eletrônica digital

Sistema de partida Elétrico

Comprimento total 2.370mm

Largura total 920mm

Altura total 1.125mm

Distãncia entre eixos 1.655mm

Distância do solo 140 mm

Altura do assento 700mm

Peso seco 247 kg

Suspensão dianteira Telescópica invertida de amortecimento hidráulico

Suspensão traseira Balança de monoamortecimento hidráulico, tipo link regulável

Freio dianteiro Disco ventilado com acionamento hidráulico, mordido por pinças deslizantes de 2 pistões

Freio traseiro Tambor de 180mm diâmetro, de acionamento mecânico com sapatas expansoras internas

Pneu dianteiro 130/90 – 16 m/c (76h) sem câmara

Pneu traseiro 170/80 – 15 m/c (77h) sem câmara

Tanque de combustível 15,0 litros

Óleo do motor 3,4 litros com troca de filtro

Potência máxima 55 hp à 6.500 rpm

Torque máximo 6,7 kgf.m à 5.000 rpm

 

 

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