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Dunlop Metzeler Michelin Bridgestone – qual pneu usar?

Dunlop Metzeler Michelin Bridgestone – qual pneu usar?

Essa é uma pergunta frequente na hora de trocar os pneus da moto especialmente para as Harleys e bem mais especificamente para a Fatboy, e mais específico ainda o pneu traseiro.

Fora o gosto pessoal, cada marca “promete” fazer uma coisa a mais que outra e claro cada uma tem suas especificidades como qualquer outro produto. Michelin é mais macio que Bridgestone, Metzeler é melhor custo benefício que Dunlop, mas Dunlop é original, e assim ficamos girando… em círculos.

O que quero dividir aqui com vocês não é dizer qual é o melhor, longe disso, mas quero deixar minha experiência com pouco mais de 3 anos com a Fatboy, e assim talvez ajudar ou atrapalhar sua decisão na hora de trocar o pneu.

As HDs saem de fábrica com o pneu Dunlop D407 200/55-17, (mas algumas saíram com outro modelo –  a minha por exemplo) e eu tive a “oportunidade” de testar os dois modelos sem saber ou reparar que havia alguma diferença entre eles. Na prática o primeiro original durou 16000 km enquanto que o 407 aguentou apenas 9ooo km deixando-me extremamente decepcionado e até mesmo preocupado com tamanha diferença de durabilidade pois o piloto (eu) sou o mesmo (ou será que engordei tanto assim?) ando de moto do mesmo jeito de sempre com uma tocada sem acelerações fortes nem freadas bruscas e com isso ficou a pergunta:

“O que mudou para ter uma diferença tão grande na durabilidade?”

“Estaria o pneu com algum defeito colocando minha vida em risco?”

O segredo nesse caso é uma diferença de código pois teve uma leva de HDs que saíram com o pneu D205, que tem uma composição mais dura e por sinal ‘uma grande longevidade, “quilométricamente” falando‘ – segundo a própria Dunlop.

Do ponto de vista financeiro será que a promessa de maciez/aderência vale, considerando primeiro o estilo da moto e segundo o preço abusivo que pagamos aqui? Não creio. Mas… seguimos a vida rodando…

Continuando com minhas experiências, ouvia-se muito bem que custo benefício são os pneus da Metzeler. Vários amigos estavam usando e eu com mais uma ‘oportunidade’ de trocar o pneu traseiro acabei ganhando de presente do sumido mas nunca esquecido amigo Mazzo.

No caso um Metzeler Me880 Marathon. Como resultado foram os mesmos 15ooo km. Nada mal mas nada além do esperado e como tinha que trocar mais uma vez, resolvi fazer uma nova experiência com o Metzeler agora pensando mais na estética do que na durabilidade.

entre o nada e lugar nenhum

Coloquei um 210/50-17 também da linha Marathon. Pneu extremamente macio e mais largo que além de preencher o gorducho para-lamas da Fat tinha tudo para dar uma pilotagem tranquila com mais área de aderência, certo? Negativo. O pneu mais largo na Fat dificulta o traçado nas curvas deixando-as mais “quadradas”, e por consequência passando mais insegurança para o piloto. É bonito na moto? É, mas não usarei mais e não recomendo. A durabilidade? Com apenas 5ooo km tive que trocar.

Metzeler 210/50-17

Como a troca precoce era parte do pacote eu já estava há algum tempo pesquisando e foi quando deparei-me com uma bela promessa:

“…MICHELIN Commander II: o novo padrão de durabilidade, pode durar até 40.000 km no pneu traseiro. A durabilidade é quase o dobro em relação aos seus concorrentes diretos*. Possui excelente pilotagem e estabilidade, com um look inovador e espetacular…”

E ainda fornecem a referência do comparativo (o que é ótimo):

“…Comparação baseada nos resultados de MICHELIN Commander II vs. METZELER ME800 e DUNLOP D407/D408 nas dimensões 130/80 B 17 (DIANT) e 180/65 B 16 (TRAS). Os resultados podem variar em função do tipo de veículo e das condições de utilização…”

MICHELIN Commander II

Estou ciente que o comparativo não foi feito com o mesmo pneu que uso, não é o da Fat, mas usei o seguinte raciocínio 🙂 :

40000 km é muito, não acredito, mas se durar 20ooo já será um avanço.

Agora é esperar para ver no que dá. Já se foram 12ooo km, o pneu passa segurança tanto no seco quanto no molhado, ele tem um design bem adequando a minha moto e ainda deixa o para-lamas bem cheio e o preço foram razoáveis 850 dinheiros.

Fica agora a minha promessa de avisar com quantos km troquei o danado. Quando eu for trocar aviso aqui no “Cultura”.

Fatboy na Rio Claro Araras

Let´s Ride!!!

Seo Craudio

ps-Segue uma tabela com todas as medidas dos pneus das HDs

http://www.hdwheels.com/Product.htm

E Sua Visão Como Está?

Uma campanha bem elaborada feita pela Richter 7 para o Departamento de Segurança Pública de Utah, chama a atenção de uma das coisas que eu sempre tive muito medo ao andar de moto: NÃO SER VISTO.

Assim como a colisão traseira entre automóveis é um acidente rotineiro, essa também é uma das maiores causas de acidentes com moto, onde a situação é muito pior (claro sempre com a moto é pior). 😦

Então para nós amantes das duas rodas, vale a regra de sempre:

. Ficar ligado nos retrovisores ao parar no sinal vermelho.

. Nas estradas evitar andar abaixo da velocidade permitida.

E para nós, também amantes das 4 rodas, vale ficar sempre atento e respeitar os limites de velocidade.

Aproveito e deixo aqui uma pergunta:

-E SUA VISÃO COMO ESTÁ?

Copie imprima divulge.

Abraços

Seo Craudio

Conquistando um cliente ou fazendo amigos?

Sem dúvida uma das máximas do comércio é: o cliente tem sempre a razão.

Não compactuo completamente com isso, mas quando “vendemos” algo para alguém e esse “cliente” tem alguma reclamação o mínimo que devemos fazer é ouvi-lo para (tentar) entende-lo.

A história

Quando comprei a minha Fat ela veio com as ponteiras do escape da marca  Custumer, e já apresentavam alguns pontos de ferrugem mas  achei que bastava um polimento com uma cera fina que eles sairiam. E de fato alguns pontos  sumiram, não como eu gostaria, e o pior ainda, com o passar do tempo  a ferrugem aumentou bastante em uma velocidade acima do normal.

Conversando com o Nata (ex-dono da moto) ele disse que as ponteiras tinham sido compradas em Campinas na American Garage, e tinham garantia de 1 ano, mas não lembrava ao certo quando ocorrera a compra.

O pretexto 1 – Problema em dobro

Pois bem, foi com esse pretexto (vou escrever sobre PRETEXTOS mais para frente), saí para motocar em um Sábado de manhã afim de tentar resolver o meu problema do escape enferrujando.

Chegando lá (American Garage), dei de cara com uma loja e oficina bem montadas com um atendimento muito especial e fui de logo pensando: “Finalmente achei uma oficina para cuidar da minha moto daqui para frente”. Mas ledo engano pois assim que coloquei o problema na mesa veio a primeira torcida de nariz, e na sequência a confirmação que estava fora da garantia a ‘distantes’ dois meses e nada poderiam fazer, a menos que eu quisesse comprar um escape novo a módicos 950 dinheiros.

_ Poxa dois meses e o escapamento quase derretendo de ferrugem e vocês não podem fazer nada?

_ NÃO.

_ Não tem como dar um novo banho de cromo nele?

_ NÃO.

_ Nem ver se o fabricante tem interesse nisso?

_ NÃO.

_ Nem fazer uma troca,  eu pago a diferenca?

_ NÃO.

Segundo o dono da American Garage, o estrago no cromo do escape se deu devido aos maus tratos que a moto sofreu, pois, segundo ele, a moto era lavada com uso excessivo de “solupan”.

Ok, até aí eu sabia pois isso é percebido também em outros pontos da moto, mas e eu como fico nisso? Como vamos resolver isso?

A American Garage nem seguer pensou em como me ajudar, pelo contrário, jogou minha moto no lixo, tomou Activia com Johnnie Walker. Conclusão: o meu rosto para eles verem novamente, só se for no facebook.

O pretexto 2 – Ganho triplo

O mundo girou até que em um outro Sábado, eu lavando a moto, resolvi ligar para o fabricante, a Custumer e fui atendido por um cara muito educado que após cinco minutos ouvindo minha história disse: “Está afim de andar de moto agora?” (11h do Sábado) e completando…_Corre para cá que eu vou trocar a peça porque você não vai ficar andando por aí com um produto meu desse jeito.

Terminei de secar a moto e saí feito louco com um baita “pretexto” para andar de moto.

Cheguei lá 1 e meia da tarde, e saí quase 3 horas depois.

O Sid, dono da Custumer, era mecânico da Stock Car e fanático por motos, aí aliou a paixão com o conhecimento e hoje produz acessórios para motos sempre na busca da melhor qualidade aliado a um bom design, acabamento e tecnologia. A conclusão dele, foi a mesma da American Garage, aplicação de solupan e falta de enxágue o suficiente para remover totalmente o produto, mas a reação ao problema foi completamente oposta.

Mesmo eu “estando errado” devido aos danos ao escape terem sidos causados por mau uso, fui ouvido pelo fabricante, e ele não perdeu dinheiro com o escape mas sim ganhou a confiança de mais um cliente,  e eu saí ganhando 3 coisas:

– Uma motocada deliciosa em um Sábado ensolarado

– Um conjunto de ponteiras novas com um som mais encorpado

– E o melhor: mais um amigo das Duas Rodas.

é isso

Abraços

Seo Craudio

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Midnight Star 950 x Boulevard 800

O mercado de moto custom no Brasil mudou um pouco, e para melhor claro, se comparado nos idos de 96 / 97 onde praticamente só tínhamos duas competidoras: Yamaha Virago 535 e claro a mãe de todas, a Honda Shadow 600.

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O fato é que hoje com uma economia  estável (…que nunca se viu igual nesse país…),  o mercado se abriu (não totalmente) para outras entradas. Foi assim com as Vulcans e Marauders (98) , e para se ter uma ideia, só em 2006 que veio a Boulevard M800 e sua irmã mais pesada a 1500, e a Honda um ano mais tarde, tirava de linha a shadow 600 substituindo pela Shadow 750, fato que gerou muita polêmica dividindo as opiniões. O que todas as montadoras de motos no Brasil fizeram  não foi nada além de melhorar seus produtos com mais tecnologia, e aumentar as cilindradas. Exceção as Harleys que se estabeleceram no Brasil, sempre oferecendo uma boa gama de motores e acabamentos.

Bom diante de tudo isso, a Yamaha era a única que não tinha migrado para esse segmento das médias cilindradas, mantendo até então a sua Drag Star 650. Mas isso já ficou para o passado, e recentemente fez um lançamento mundial: a Midnight Star 950.

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Para mim, é uma das mais belas customs do momento, e aqui no Brasil o foco é, claro, além de competir com a Shadow, roubar o mercado conquistado pela Suzuki Boulevard 800.

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Não vou aqui defender uma ou outra, até porque ambas para mim têm vários pontos favoráveis, e alguns que deixam a desejar. Mas o que quero dividir com vocês aqui, é uma tabela comparativa que fiz, para quem sabe, ajuda-lo a decidir com qual modelo ficar, apesar que uma coisa ainda é certo: apesar das motos terem subido de patamar, ambas continuam muito próximas, e sempre existirá os fãs de uma ou de outra dispostos a discutir horas e horas como era assim… com a Shadow x Viragos.

Boa escolha.

comparativo Boulevard x Midnight Star

*Caso alguém ache algo errado nesta tabela, por favor me avise.

** Leia relato sobre a Boulevard M800 aqui

*** Leia também Nova Shadow 750 x Shadow 750

Abraços

Seo Craudio

Inspeção diária na sua moto

Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la é fundamental para garantir uma pilotagem segura, seja para ir trabalhar ou para longas viagens.

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Vale lembrar que nem sempre há assistência mecânica por todos os lados, e principalmente mecânica especializada na sua moto,  por isso é importante que a moto esteja sempre em condições ideais de funcionamento, pois com a revisão de apenas alguns itens é possível prevenir problemas em comandos e manter as peças e acessórios em ótimo estado.

Para lidar com estas situações, segue uma série de dicas que auxiliam na manutenção da motocicleta.

A revisão completa de diversos componentes leva poucos minutos e deve ser feita, preferencialmente, com o motor em funcionamento para verificar ruídos estranhos, vazamentos ou parafusos soltos. Essa prática diária assegura excelente conservação da motocicleta.

  • Pneus e Rodas
    Usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento seguro. Por isso, antes da pilotagem, é aconselhável conferir se a calibragem está de acordo com as especificações do Manual do Proprietário. Se for trafegar com garupa, por exemplo, o pneu traseiro deve receber pressão maior, especificada no Manual do Proprietário, para compensar o peso extra. Outra dica é observar a presença de objetos presos, como cacos de vidro e pedras, e verificar se algum raio da roda está quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar.

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  • Comandos e Cabos
    As folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da alavanca da embreagem, devem estar reguladas com a medida média de 20mm. Também é importante fazer o check-up da regulagem e lubrificação dos cabos de embreagem, do acelerador e do sistema de freios.

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  • Freios
    O sistema de freios tem que estar devidamente regulados e lubrificados. Se o freio for hidráulico, deve-se ainda verificar semanalmente o nível do fluido que, se estiver abaixo do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste excessivo da pastilha.

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  • Luzes e Parte Elétrica
    Durante a inspeção, é importante observar se todas as luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel) estão funcionando. Qualquer problema em  um desses equipamentos é considerada infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, com penalidade na carteira de habilitação e multa.

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  • Filtros de óleo e de ar
    Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e limpeza do filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, o primeiro deve ser limpo ou substituído de acordo com a tabela de manutenção do Manual do Proprietário de cada modelo. Já o filtro de ar, por reter muitas impurezas, tem de ser limpo periodicamente (e substituído quando necessário) para evitar desgaste prematuro dos anéis e cilindros do motor. Se o mesmo for de espuma, é necessário lavar com querosene e reaplicar óleo de motor, espremendo para tirar o excesso.

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  • Óleo e Combustível
    Para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada a verificação diária do nível do óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, deve-se preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade, sempre seguindo os procedimentos descritos no Manual do Proprietário. Lembre-se também de verificar o nível do líquido de arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de sistema de arrefecimento líquido. É importante também verificar se o combustível está chegando normalmente ao carburador. Para isso, é necessário desapertar o parafuso de drenagem.

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  • Corrente
    Para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja prejudicado siga sempre a recomendação do fabricante, se for lubrificar com óleo 90, o ideal é sempre a cada 200km, para quem prefere o caro Motul, lubrificar a cada 1000km, no entanto um detalhe muitas vezes esquecido, após aplicar esperar 15 minutos para que o óleo fixe bem na corrente. Se em seu caminho tem estradas de terra, o sistema deve ser lavado e lubrificado. Outra dica importante. Quando for lubrificar, principalmente com óleo em spray, tomar o cuidado para não “melar” o pneu, por motivos óbvios e caso a corrente esteja solta ou tencionada, ajuste a folga de acordo com as especificações descritas no Manual do Proprietário, e considere sempre se você estará sozinho ou com garupa.

 

  • Bateria
    No caso de bateria não selada, é necessário verificar o nível da água e conferir se os terminais estão oxidados, limpando-os, posteriormente, com uma escova e com uma solução de água e vinagre.

 

Para ter certeza de uma viagem segura, é importante que todos esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta sejam observados e que na medida do possível leve consigo um kit extra, composto de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, fusíveis, lâmpada de farol e da lanterna traseira para o caso de qualquer imprevisto. É importante lembrar que, sempre que surgirem dúvidas, o melhor a fazer é consultar o Manual do Proprietário, ou ainda um amigo que já tenha passado pelo problema.

É isso aí, este texto foi elaborado por mecânicos da Honda, e eu fiz algumas alterações, e acredito que seguindo as recomendações acima, você só tem a ganhar, pois alem de ficar conhecendo sua moto como ninguém ainda vai economizar um bom dinheiro.

Abraços

Seo Craudio

Como reduzir os riscos de mudança de faixa devido ao \”ponto cego\”.

Pois então, estava eu no trabalho quando recebi o vídeo do amigo bem sumido Taz, que já tinha recebido do outro também sumido Zeca. Foram 3 alegrias, pois além dos dois sumidos aparecerem o vídeo é de interesse de todos, mas principalmente para nós: os motoqueiros.

Isto foi exibido no Jornal Nacional a exatos um ano, e mostra o problema gerado pelo ponto cego nos carros e os acidentes que isso pode causar quando os mesmos mudam de faixa. Mas ele não fica só na desgraça, lá é ensinado como mudar um hábito muito comum entre os motoristas e assim se não evitar por completo, pelo menos minimizar os riscos de acidentes em decorrência do ponto cego.

Tudo é explicado de uma forma bem didática, então não vou ficar explicando e confesso que é difícil de se acostumar com a ideia, mas é muito importante rever nossos pré-conceitos.

Ainda não está convencido ? Então veja essa outra matéria exibida no Auto Esporte

É, a vida é sempre assim, quando a gente acha que já está sabendo de quase tudo, perdemos a chance de aprender mais uma.

Abraços

Seo Craudio

ps- só não entendi o que a “chica” quis dizer com 90° …. 🙂

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