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Calendário – Março 2014

Como o Urik reclamou, segue então o calendário de Março, mês todo especial com Carnaval e Dia das Mulheres…

A foto da Fatucha, foi tirada no quintal de casa e isso me fez lembrar um “post” antigo que escrevi sobre o “Nada para fazer”

“… Quantas vezes a gente não se pegou meio que reclamando que apesar de não termos tempo para nada muitas vezes também não temos nada para fazer?

E foi assim que acordei em um Sábado de uma promessa de sol, pois a neblina ainda estava pesada, e enquanto ficava na garagem degustando um café “espresso” e admirando a Felícia veio a ideia de fazer o “nada”… na estrada…”

Calendário 2014 março (Custom)

Let´s Ride!!!

Seo Craudio

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Expedição Belém-Bahia – por Pilão.

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Durante tantos anos “entre duas rodas”, sempre acreditei que o melhor da viagem de moto é o “durante”.  Aprendi que qualquer viagem deve ser sempre “de ida”, evitando assim o tédio de voltar pelo mesmo caminho que se foi, fazendo sempre rotas circulares. Isso sempre fez com que as rotas fossem feitas “pelo caminho mais longo”, pois assim o “durante” demoraria mais para acabar.

Amante do mar, um dos meus sonhos mais antigos sempre foi  contornar o mapa do Brasil pelo litoral, para apreciar literalmente de perto suas belezas naturais. Minha Shadow 600, que já me levou ao Atacama e outros países do Mercosul não era a mais indicada para este sonho, então a  aquisição da Cavalona, minha XT 660R foi o começo da realização deste sonho.

Uma semana de férias na Bahia estava programada há vários meses. Por que então não ir de moto ? A lembrança do  hábito das rotas circulares vem imediatamente,  e uma brincadeira entre amigos sobre “o caminho mais longo”  fez surgir uma idéia de uma rota “alternativa” de São Paulo a Salvador: Via Belém. Nasceu assim a idéia da Expedição Belém-Bahia. Uma oportunidade solitária de contornar todo o litoral, desde a primeira praia de água doce do Pará até minha casa, em Bertioga/SP.

O caminho até Belém chega a ser tedioso, pelas infinitas retas e paisagens repetitivas. Raras exceções do norte do Tocantins e Sul do Maranhão contrapõem esta afirmativa. Mas quatro dias e 3082 km depois da partida, uma foto  do sol se pondo atrás da Ilha de Marajó marcou o início da viagem. Agora era só contornar o mapa, onde possível pela praia, até Salvador.

Colares, Bragança, Viseu, Odivelas, Alcântara e outras tantas cidades coloniais, homônimas ás originais portuguesas, deram uma idéia excelente do nosso tempo de colônia, e da pobreza atual que não é muito diferente do que era naquele tempo.  Ajuruteua e Salinópolis, no Pará, deram uma idéia diferente  sobre cidades litorâneas.

Os Lençóis Maranhenses e a trilha de 95 km de areia até Tutóia/MA, quase dispararam saudades do asfalto e da velha Shadow 600, que ficou em repouso na garagem. Mas as belezas naturais, a sensação do novo, e o privilégio de poder formar uma imagem tão real da grandiosidade do Brasil,  compensavam cada músculo dolorido no final de cada um dos mais de 40 dias, aos quais o corpo deste “trilheiro de primeira viagem” foi submetido.

O encontro de motociclistas em Parnaíba, no Piauí trouxe muitos novos amigos. O trajeto de Camocim até Jericoacoara, no Ceará revelou belezas que só quem vai de moto consegue ver.

Noites passadas em campings no Ceará e no Rio Grande do Norte fizeram lembrar que a felicidade realmente não tem relação com luxo e conforto.

A solidão e o isolamento levaram a lugares maravilhosos e pouco conhecidos, como a Praia da Baleia, no Ceará, e São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Homéricas “encalhadas” na areia fofa de praias desertas, e a única opção, que era a de sair, e pneus furados no meio do nada trouxeram grandes exercícios de superação de limites.

Visitas como ao Farol do Calcanhar, no Rio Grande do Norte, a “esquina” do mapa do Brasil, alimentaram o “ego demarcatório” do velho motociclista.

Lindas praias ainda desertas de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e  Ceará fazem um grande contraponto com a urbanização selvagem a que foram submetidas belezas como Porto de Galinhas, Natal e João Pessoa, onde os melhores lugares passaram a ser exclusividades de endinheirados moradores de condomínios de luxo ou de hóspedes de resorts. Belezas naturais são agora praias privativas.

O mais importante de tudo isso é que, com mais  12 mil quilômetros de Brasil somados ao currículo, é a certeza de que, por mais que se conheça esse país, a única sensação que se tem é que há sempre muito mais a conhecer.

Que venha a próxima expedição !

Pilão

Mais informações fotos curiosidades acesse o facebook do Pilão www.facebook.com/ebeba2013

Calendário Outubro 2013 – Homologação

O ano definitivamente está se encerrando, e os relógios se parecem mais com ventiladores.

Mas entre uma reunião e outra, um compromisso familiar e outro, sempre encontramos um momento para uma motocada com os amigos para reclamar que não temos tempo para nada 🙂

E assim com a Sombrerada Coelho, Pilão, Danucho, Castrado, Mugão, Sidão, Shumi, Tonhão e eu fizemos uma bela motocada com direito a mais uma grande Homologação. Dessa vez nem precisou andar quilômetros e quilômetros para encontrar o Bar do Nenê em Cascalho, bem pertinho de Rio Claro. O Bar além de estar em frente a praça da igreja tem no seu cardápio uma coxa de frango empanada que deixaria qualquer cardiologista arrepiado… ou seja deliciosa e imperdível, fora claro a cerveja gelada. Fica a dica.

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De fato já conhecia o lugar, quer dizer não o bar mas a estradinha que passa em Cascalho, uma Bucovicinal onde quando o tempo é curto e preciso arejar a cabeça ela é a rota certa, alias já a mencionei no post “Nada Para Fazer” inclusive prevendo a futura “homologação”.

Calendário 2013 Outubro (Custom)

No caminho uma paradinha com meu irmão e sua grande Valentina para a foto do mês, e logo na sequencia o encontro com todos no bar.

A saideira foi em Limeira sítio do Danielzinho que não estava presente mas deixou o freezer cheio 🙂

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Que venham as próximas… motocadas e homologações.

Let´s Ride!!!

Calendário Setembro 2013

Como já diziam meus amigos do primário: Setembro chove?

Resposta: Não, Setembro faz sol, e de motoqueiro.

E assim é a hora de fazer revisão na moto, checar pneus, dar um reaperto nos parafusos, uma polidinha nos cromados e colocar a moto para desfilar.

E com esse “mud” saímos Coelho Parmito Giordano e eu rumo a Dourado coisa de cento e poucos quilômetros de Rio Claro, mas que conseguimos esticar para 300 mais ou menos…

A surpresa boa da viagem fica entre o trecho de Dourado e São Carlos, uma estrada com ótimos asfalto e traçado, com muitas árvores margeando a estrada que somado ao por do sol deixou boas lembranças na viseira de meu capacete.

<br/><small><ahref=”https://www.google.com.br/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=Rio+Claro+-+S%C3%A3o+Paulo&amp;daddr=Charqueada+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Santa+Maria+da+Serra+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Torrinha+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Brotas+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Dourado+-+S%C3%A3o+Paulo+to:Rio+Claro+-+S%C3%A3o+Paulo&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=Fan_qf4dWiUq_SkrmUFWtsTHlDHWpsFXOIu4hg%3BFfOCqP4dD_gm_SnjuSRiHrjHlDHBJ4I2RktA7g%3BFYqkp_4dmRgh_Smv7ipvTQnHlDEpOlXEKRlmcw%3BFR_Dqf4dvRIh_Skr2OtXiHPHlDG0EzP4pidAsw%3BFQ78q_4d1qMh_SkjgRdKOXjHlDEseZ93wYFrsg%3BFf60rv4d7sQe_Sn5FJezEZm4lDFbEkSzq5CgIQ%3BFan_qf4dWiUq_SkrmUFWtsTHlDHWpsFXOIu4hg&amp;aq=0&amp;oq=rio+clar&amp;sll=-14.408749,-53.180502&amp;sspn=118.990699,228.339844&amp;vpsrc=6&amp;mra=ls&amp;ie=UTF8&amp;t=m&amp;dirflg=d&amp;dg=feature&amp;ll=-22.278931,-47.576294&amp;spn=2.198346,3.56781&#8243; style=”color:#0000FF;text-align:left”>Exibir mapa ampliado</a></small>

 

Calendário 2013 setembro

Aqui foto tirada em outro local, em um dia de chuva… só para meus amigos do primário ficarem felizes com o trocadilho. No destaque a moto do amigo Mugão.

Let’s Ride!!!

Seo Craudio

Calendário de Agosto

Ah vida que corre…

Ainda bem que em muitas das vezes de moto 🙂

O Mês de Julho passou mais rápido que Hayabusa na rodovia dos Bandeirantes e eu nem tive tempo de fazer um calendário para o mês de meu aniversário. Felizmente tive tempo para andar de moto e por estradas que amo: as famosas BUCOVICINAIS.

Em uma delas a tentativa de uma possível homologação, mas sem sucesso, pois apesar da igreja e da praça não tinha um boteco para tal… Pobres moradores de Mombuca…

Mas para compensar o trecho entre Laranjal Paulista e Mombuca é um capítulo a parte. Coisa de propaganda de moto. Infelizmente não tenho fotos do passeio 😦 só mais uma da FatUcha, mas ficou a promessa de um retorno para tirar fotos, fazer filme, talvez até um documentário 😉

Calendário 2013 Agosto (Custom)

Let´s Ride!!!

Seo Craudio

De volta ao passado

O ano estava encerrando e com ele a promessa do fim do mundo mas que não aconteceu, e assim a vida continuou com seus problemas alegrias contas e obrigações, e entre algumas das obrigações (vamos nos concentrar nas boas) dar uma boa motocada de final de ano era mais que obrigatório para encerrar o ano bem.

Combinei com meu irmão, o Danuxo, de ir visitar alguns tios na terra natal de meu pai: São João, município de Conchas, interior de São Paulo

O roteiro alguns trechos já percorridos e outros nunca explorados por mim de moto, e alguns lugares onde nunca passei, apesar de ter ido muito perto por toda minha infância, e no meio do trajeto o sítio de meu falecido avô Olímpio, casa onde meu pai nasceu e hoje mora minha tia Ivani.

foto (1)

Chama os amigos SombreroS e em 4 motos – Castrado e Sidão de V-Strom + Danuxo e eu de Fatboy. E vamos nóóóóóóissssss, diriam os Impossíveis.

 

Sábado cedo é realmente uma boa pedida para motocar, mesmo sendo véspera de feriado de ano novo, a Rodovia dos Bandeirantes SP-348, sentido capital estava tranquila boa para acelerar forte pois os radares móveis estavam só do lado São Paulo Interior. No km 125 encontro com Castradão, e na sequência na Rodovia Santos Dumont SP-75 o bonde se fechava com Danuxo e Sidão.

A estrada que nunca tinha andado de moto (alias nenhum de nós) era a Marechal Rondon SP-300. Partindo de Itú ela já começa com uma grata surpresa pois até Tietê está duplicada, com curvas leves e gostosas ficou perfeita para andar de moto em uma tocada forte e segura, somado a isso um visual muito bonito com um pouco de mata atlântica entrecortada com sítios tudo entre pequenos morros com leves aclives e declives tornando a motocada muito agradável, digna de um repeteco dia desses.

Paramos em Maristela, cidade de primeira (engatou a segunda acabou a cidade) para fazer os fígados funcionarem e logo seguimos com destino ao Bairro de São João.

Mais um pouco de Marechal Rondon, passa por Conchas e alguns quilômetros depois entramos na “bucovicinal” que faz ligação entre Santana, São João e depois São roque.

Ali começou a rodar um filme de mais de 40 anos na minha cabeça. Lembrava-me dos primos e primas com quem brincava sem parar na praça de São João e que há muito tempo não os encontrava e que talvez se esbarrar com eles pelo caminho não saberei quem são. Lembrava também do extenso “calipal” que formava um corredor na entrada do sítio do meu tio Tido, adorava passar por lá e sentir todo o aroma que os eucaliptos deixam no ar,  logo ao lado dos eucaliptos tinha uma enorme olaria onde eu passava horas tentando em vão fazer um tijolo, tinha ainda o grande tanque onde pescávamos lambari e depois ia montar nas charretes sem o cavalo fingindo ser um cowboy dos filmes de faroeste. Tudo isso vindo e voltando na cabeça e ao mesmo tempo tentando decifrar aonde estavam esses caminhos que nos levariam para casa de meus tios, cadê o “calipal”, o rio “Moquém”, os enormes barrancos sem mata devido a extração de argila para os tijolos, onde estavam? Tudo estava mudado, ao menos para mim.

Poucas árvores e muito pasto, as olarias deram lugar aos criatórios de frango deixando um fedor no ar impregnando o capacete. A estrada, antes de terra com cascalho, agora tem um asfalto razoável com alguns trechos críticos devido aos riachos que transbordam nas enchentes da mesma forma que antes no antigamente onde muitas vezes passávamos com o Fuscão do meu Pai a noite com o farol que já era fraco encoberto pelas águas do rio Moquém, escurecendo tudo onde só se conseguia seguir olhando para as copas das árvores que ainda assim eram mais escuras que a noite, deixando minha mãe apavorada e eu todo orgulhoso de ter um pai tão corajoso e destemido.

Enfim, histórias que iam e vinham, e assim como as aventuras vividas pelo meu pai, também tivemos a nossa, afinal toda boa motocada precisa de uma pitada de imprevisto para temperar mais a história. E assim sendo, a rodovia tinha uma ponte. Tinha; mas fora arrancada pelas águas das chuvas sabe-se lá quando dando lugar a uma nova de concreto mas que ainda não está pronta.

Parada para pensar, tirar fotos, fazer piadas, lembrar de alguns amigos que não suportariam o imprevisto, mais risadas, e então decidimos abortar a missão. Meio decepcionado, tristonho saímos pelo mesmo caminho que chegamos, mas como não gosto de desistir, resolvi perguntar para um capiau na beira da estrada, que orientou um atalho:

_ Pode ir sim, moço. A estrada está boa, passa do lado do sítio dos Casemiros,  segue, passa a ponte de madeira, vira a esquerda e logo chega no asfalto, ainda mais com esse motão, não tem problema não.

Assim foi, mas uma coisa é sabido: moto custom não se comporta bem em estrada de terra. Não que ela não vá, fiz isso meses atrás ( https://seocraudio.wordpress.com/2012/12/08/calendario-dezembro-rio-claro-registro-sao-miguel-arcanjo/ ), mas tem que se tomar muito cuidado na aceleração e frenagem, pois devido ao torque excessivo ela pode sair de traseira e por consequência ir ao chão.

Mas como somos machos, seguimos e logo de cara uma descida bem íngreme avisava: se descer com aquelas pedras soltas (de custom) não sobe mais. Mas descemos primeiro eu e Dan com as Fats devagar e com cuidado, e no meu caso cuidado extra devido ao pneu traseiro estar meio, digamos, igual a mim, e na sequencia os dois de V-Strom, só faltaram descer com uma roda só.

O asfalto chegou um pouco mais longe que o vivente local disse, mas chegou e meu pneu aguentou e assim mais alguns quilômetros chegamos no sítio do “Vô” Olímpio.

Se antes eu já estava em uma viagem no tempo, agora a coisa ficou mais real ainda, e logo veio Tia Ivani nos receber com abraços apertados daqueles de quebrar as costelas com muitos beijos e muito carinho. Eu ali falando sem parar mas com muita vontade na verdade de sentar e ficar quieto, só olhando o filme passando na cabeça. A praça o local de brincadeira de esconde-esconde, pega-pega, das quermesses, dos sorvetes do bar do Véio onde meu pai jogava bocha, enfim seria muito bom ficar ali sentado por um tempo, mas ficará para outro dia, o calor pedia que continuássemos a viagem e a garganta pedia no mínimo uma coca gelada.

Despedimos com a promessa de retorno e seguimos então por mais 500 metros até a parada na ponte do Rio do Peixe (mais uma dezena de filmes) e lá a constatação veio a tona: eu nunca havia atravessado o rio do peixe. A partir daquele ponto, em toda minha vida eu nunca tinha ido para o lado de lá, apesar de ser uma coisa comum ir de São João para São Roque mas enfim, chegara o momento e não podia ser melhor pois dali em diante a prefeitura era de Bofete e não mais de Conchas, e o asfalto estava novo, sinalizado e com um traçado muito bonito e além de estar com meu irmão estava com mais dois grandes amigos.

Parada em São roque, coca-cola, coxinha, uma gelada, liga moto e “simbora” que tem muito chão, destino: Piracicaba pela Rodovia Samuel de Castro Neves SP-147 , que liga a Marechal Rondon-Anhembi-Piracicaba.

Havia passado nela a alguns anos (5 ou 6) e ela era de cinema, um asfalto perfeito com um traçado lindo levemente sinuoso permitindo uma boa velocidade com curvas deliciosas. Mas o tempo é cruel, e como a pista não é “pedagiada” está abandonada em péssimas condições tornando o trecho de 80km um pouco tenso. Mas enfim, contra fatos não há argumentos, então sem reclamações seguimos com mais atenção no guidon.

Em Pira ponto de despedida do bonde, eu retorno para Rio Claro, Castrado para Americana e a dupla Sidão e Danuxo para Sampa, parada rua do porto para a saideira com peixinho e a conclusão que o dia tinha sido espetacular. Confesso que estava um pouco preocupado com a motocada pois tinha um caráter de visitar o passado, rever alguns parentes, e eu já tinha combinado isso com meu irmão, mas levar mais dois amigos poderia ser uma coisa meio maçante para eles (ainda bem que eles adoraram), o que deixou a motocada mais gostosa, pois além de rodarmos por estradas maravilhosas, pudemos ainda dividir um pouco da história da nossa família, ou melhor da história de meu Pai com eles.

Let´s Ride

Seo Craudio

Calendário Dezembro – Rio Claro – Registro – São Miguel Arcanjo

O Pedro chegou e agora uma nova jornada na vida onde tudo é mais azul, tudo é mais bonito, tudo é alegria…

Mas antes do Pedro chegar eu queria fazer uma motocada para refletir tudo o que ele representa para nossa vida, afinal são anos (19) que separam ele do Guilherme meu filho mais velho, e claro eu quase um pai/avô em um momento todo diferente da vida mas que no final a emoção de ser pai novamente é quase igual.

Sendo assim precisava de um pretexto para colocar a moto na estrada e juntando o útil ao mais que agradável eu, Mugão, Pilão e Coelho seguimos para a festa de aniversário do Buena Vista em Registro SP.

       

Parecia muito fácil, o caminho um velho conhecido, mas quando me dei conta da última vez que havia passado pela Serra do Macaco a SP 79, já se passaram mais de 6 anos acabou que isso  trouxe um outro olhar para a viagem, um tanto melancólica pois na última viagem a Vera estava comigo na garupa, e saudade pois a moto de outrora era a querida Shadow 600, e alegria de estar com a Fatucha forte e linda e acompanhado de grandes amigos.

No meio do caminho uma parada para abastecer o estômago e ter a oportunidade de conhecer a Dona Claudete, a “tia” que cuida de um quiosque de beira de estrada, uma figura ímpar com uma história de vida como a de tantos brasileiros batalhadores esparramados por todos os cantos,  e dela saiu uma pérola: “TPM no meu tempo se curava com cuidar da casa, passar pano de chão, usar ferro com carvão… hoje, as mulheres vão para o shopping…” Imagina… rimos muito com isso.

Segue viagem e depois de 300 e poucos quilômetros chegamos na festa do Buena. Tudo dentro do normal, como toda festa deve ser, com amigos se abraçando todos em uma só vibração de alegria e confraternização, muito bom.

Dia seguinte hora da partida e aqui o nosso super bonde de 4 motos iria se separar pois cada um tinha um compromisso, e assim sendo, eu continuei a viagem agora solo, e com um grande desafio: conhecer o parque nacional Carlos Botelho, uma travessia de mais de 30 km em estrada de chão dentro da reserva.

Antes de chegar na reserva uma estrada de propaganda de carro esportivo, sem ninguém na pista, toda bem asfaltada e com alguns poucos moradores que paravam o que estavam fazendo para ouvir e acompanhar o som da moto. (urra essa foi forte…rs). De repente do nada acaba o asfalto e sem placa de aviso sem nada sobre a reserva, onde até fiquei um pouco preocupado, pois será que era mesmo esse o caminho?

Para minha felicidade era, e após alguns poucos minutos a 30 por hora cheguei no portal do parque. Tudo muito calmo e sem movimento, em todo o trajeto não cruzei com mais de 10 carros e algumas poucas pessoas nos quiosques para pique nique esparramados dentro do parque.

A estrada de chão batido em quase todo o trajeto era úmida devido a mata muito fechada e a temperatura que estava alta caiu coisa de 5 graus, mas com o motorzão da fat sob as pernas foi até bom, pois a moto em baixa rotação onde no máximo conseguia em pequenos trechos engatar a 3° marcha deixava o motor sempre fervendo.

Levei 2 horas para percorrer os pouco mais de 30 km. Hora devido a uma parada para foto, ou admirar o visual, hora para ouvir o som da mata, hora para atravessar uma ponte inundada, ou mesmo admirar as águas cristalinas das inúmeras cachoeiras a beira da estrada.

Ao retornar ao asfalto retorno a uma bela estrada que vai até São Miguel Arcanjo onde posso fazer o motor respirar mais leve e de quebra mais resfriado. A temperatura agora subia mas era pelo sol já alto e o asfalto cada vez mais quente, era hora de acelerar, “eu tô voltando pra casa”.

E assim foi, mais um trecho novo desvendado, agora que venham outras viagens, e logo logo com o Pedro na garupa :).

Calendário 2012 Dezembro (Custom)

Mercado Livre, e mais um pretexto

Como já disse no post Johnnie Walker Double Black, nós motoqueiros ou motociclistas como preferirem, vivemos de pretexto, e assim neste domingo de “inverno” com cara de “outono”, saí para fazer uma entrega de um banco de Drag Star que vendi através do Mercado Livre

_ Quer combrar mergadoria brima?

Brotas era o local combinado para a entrega, e o caminho melhor até lá é pelas Rodovias Washington Luiz e Laurentino Mascari que são estradas duplicadas e pedagiadas com asfalto mais que perfeito, fazendo a motocada durar não mais que 45 minutos para rodar os poucos mais de 80 km.

Entrega o produto, papo sobre o motociclismo mundial, motocadas, acessórios, estradas e… bingo, o Daniel do Cães do Asfalto dá a dica:

_Atravessa a cidade e pega a vicinal para Patrimônio.

_Opa, dois palitos.

A bucovicinal  não está tão boa e requer atenção pois além de curvas fechadas quase sem sinalização, ela tem muitos buracos causados pelo tráfego de caminhões de cana, os treminhões, mas mesmo assim o visual é muito bonito com uma serra no meio do trajeto, e não era de descida não, era de subida e forte, para depois sair no mirante de São Pedro.

De São Pedro para Rio Claro 50 km cravados e em uma das paradinhas para a foto, uma mensagem no celular alertava: “almoço pronto em 30 minutos”. Opa acelera aí (gritou meu estômago).

E assim foi uma motocadinha de Domingo com redondos 200 km de fome de asfalto.

Let´s Ride!

Seo Craudio

Johnnie Walker Double Black – o pretexto

Já havia comentado que motoqueiro que é motoqueiro, ou motoqueirista como preferirem, vive de pretexto. Qualquer coisa serve para andar de moto, seja uma simples revisão na moto (mas a oficina mais perto fica a 50km de casa) ou mesmo um resgate de chinelo esquecido em Curitiba 🙂

Com isso em mente resolvi pagar duas promessas em uma motocada só:

-Visitar o amigo Léo em São José dos Campos,

-Levar um presente comprado no free-shop da Italia: um belíssimo exemplar de Johnnie Walker Double Black.

Abre parêntesis

“O Double Black é um uísque sem idade, produzido a partir da combinação de maltes selecionados para garantir o sabor defumado e envelhecidos em barris de carvalho. A produção é artesanal, feita em pequenos lotes, a partir de uísques de destilarias da costa oeste escocesa. No ano passado, a bebida foi premiada na categoria “Best Super Premium Blends” do prêmio World Whisky Masters.” D E L I C I O S O !

Fecha parêntesis

Quase tudo certo para o pagamento das promessas faltando apenas trocar o óleo (lembra da oficina a 50km de casa?) calibrar os pneus, reapertar os parafusos, colocar o Double Black na mochila e partir.

Saída no final do dia véspera de feriado com a Anhanguera e D. Pedro parecendo a AV Bandeirantes, o que exigiu muita cautela e velocidade reduzida, inclusive com dois acidentes graves chegando a dar congestionamento nos pedágios.

A noite caía mas a temperatura continuava amena mesmo estando próximo a represa de Igaratá, deixando a  motocada cada vez mais prazeirosa. Um detalhe, depois do resgate da moto em Porto Alegre, esse era meu primeiro momento “a sós” com a FATucha, quer dizer a sós não pois a Lua nos acompanhou a viagem toda, e assim foi o momento de sentir cada detalhe da moto que apesar de ser o mesmo modelo da Felícia, a tocada, a posição de pilotagem, o guidon, era tudo diferente, e para melhor 🙂

Abre outro parêntesis

“A FATucha é uma FAT 2009 com algumas mexidas que a deixaram com personalidade única, deixando sua marca por onde passa, “excrusive” com o ronco para lá de forte de seu motor Twin Can 96 que com os arredondamentos costumeiros a deixam com 1600 cm³ de cilindrada”

Fecha novamente o parêntesis

A recepção na casa do Léo como sempre é I M P E C Á V E L, e junto com o Geninho e o Oliver e depois o Danilo, ficamos conversando sobre o motociclismo mundial, política futebol e mulheres (as nossas claro). A galera foi embora mas como Só Os Fortes Sobrevivem, eu e o Léo ficamos até 4 da manhã saboreando o maravilhoso Double Black. E olha que é bom mesmo… entrou para minha lista Top 3.

Outro parêntesis

Durante o caminho de ida surgiu mais uma ideia que virou outro pretexto: não retornar para casa, mas sim continuar a viagem até chegar em casa. E a rota seria só 150km a mais que a primeira perna.

Fechando…

Sexta 9 da madruga tudo pronto novamente para voltar com a FATucha para a estrada agora em mini-bonde com Léo, Job, Geninho e Juliano até o trevo de São Bento do Sapucaí, mas não sem antes com as famosas paradinhas para fotos o que nos custou comprar alguns sacos de pinhão, pois a vendedora era a única pessoa naquele ponto que poderia tirar foto da gente 🙂

Motocar pela estrada velha (que está toda reformada) de Campos do Jordão, sempre é coisa de cinema e eu que estava como ferrolho fiquei ali só assistindo ao balé das motos. Parada no trevo, suco de milho para dentro, mais risadas, água e os abraços de despedidas.

Agora simbora em carreira solo.

Aqui o ponto alto da viagem pois além de ser um projeto de “motocada” bem antigo com mais de 8 anos,  as estradas que cortam a serra da Mantiqueira e que liga ao Sul de Minas Gerais estão em boas condições e o visual hora fechado pela mata, hora pelos bambuzais cria verdadeiros túneis verdes e sempre intercalam com vastos descampados formando uma paisagem de perder o fôlego. Foi daquelas motocadas para não ser esquecida, e não sem motivos, afinal duas coisas boas: a moto nova e o projeto antigo saindo da cachola.

Não tinha muita ideia das distâncias entre as cidades e muito menos quanto que eu iria rodar no dia (só depois descobri que aumentaria em 150km) e justamente por isso  cada curva foi uma surpresa, e mesmo no trecho entre Pouso Alegre e Rio Claro (com parada obrigatória para a foto com o Menino da Porteira em Ouro Fino),  que já faço de carro há alguns anos, teve outro tempero, com aromas e sabores que dentro do carro é impossível de sentir.

Cheguei em casa no meio do tarde, meio cansado, meio com fome, meio com sono talvez meio de ressaca… Mas completamente feliz.

Let´s Ride!!!

Seo Craudio

Nada para fazer…

Quantas vezes a gente não se pegou meio que reclamando que apesar de não termos tempo para nada muitas vezes também não temos nada para fazer?

E foi assim que acordei em um Sábado de uma promessa de sol, pois a neblina ainda estava pesada, e enquanto ficava na garagem degustando um café “espresso” e admirando a Felícia veio a ideia de fazer o “nada”… na estrada.

Pega a jaqueta, coloca bota, veste o colete e enquanto eu tirava a “mosquitada” impregnada na viseira do capacete pensava por onde eu iria fazer tão nobre ação… e… bingo: vou dar a “Volta pelo Centro do Universo Mundial”.

Abre parênteses. Há alguns anos atrás, quando eu ficava sabendo que um amigo iria motocar e passar aqui pela região, eu sempre o convidava para um café com pão de queijo, ou uma cerveja gelada, ou um copo de água ou só para um abraço mesmo, e  faço isso até hoje com o maior prazer, mas um dia o Taz que mora em São Paulo disse: “…o Seo Craudio acha que mora no Centro do Universo, pois independente para onde estamos indo ou vindo, ele pede para passar na casa dele…”

Nascia aí o apelido carinhoso que adotei para Rio Claro, C.entro do U.niverso mundial. 😛 Fecha parênteses.

O caminho é bem simples mas bem variado de tipos de asfalto, só faltou uma “serra” cheia de curvas para dar mais emoção, mas as minhas tão queridas “bucovicinais” já foram o suficiente para em alguns momentos dar uma paradinha para contemplação… quer dizer praticar o “nada”.

O começo é quase sempre pela Wilson Finardi e na sequência a Anhanguera duplicada quase perfeita mas nada de ficar muito tempo nela, pois além de um lindo dia de céu azul, o “nada para fazer” me dava todo tempo do mundo. Na sequência e sem pressa peguei a vicinal que segue em paralelo com a Washington Luiz com traçado sinuoso mas leve e muito gostoso de percorrer além de passar por Cascalho (uma hora dessas ela aparecerá em “Homologações”), despois o centrinho de Cordeirópolis, Santa Gertrudes e só aí que entrei na Washington Luiz mas também em um trajeto pequeno pois quando já estava cortando C. U. (Centro do Universo Mundial) ao meio saí para a esquerda cruzando um dos bairros “barra pesada” para pegar a ligação para Itirapina em uma bucovicinal de cinema.

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Pois bem, depois de 80 e poucos kms feitos em algumas horas, fica fácil concluir que quando se tem moto na garagem você SEMPRE tem algo a fazer… nem que seja dar uma polidinha nos cromados 🙂

Abraços

Seo Craudio

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