Archive | julho 2009

Rocknrolla – trilha sonora

abertura

O que é um RocknRolla ?

“As pessoas perguntam: O que é um RocknRolla? Eu digo a elas que não tem nada a ver com baterias, drogas e picadas. Oh, não. É muito mais que isso, meu amigo. Todos gostam de um pouco de boa vida. Alguns, o dinheiro. Alguns, as drogas. Outros o jogo do sexo, o glamour, a fama. Mas um RocknRolla, oh, ele é diferente. Por quê? Por que um RocknRolla quer a porra toda!!!”

O filme começa assim, narrado na primeira pessoa mas para quem assistiu Jogos, Trapaças e Dois Canos fumegantes e ainda Snatch – Porcos e Diamantes, Rocknrolla não tem tanta pegada quanto e o final talvez não agrade muito. Guy Ritchie de certa forma pega leve, achei até que ele se perdeu durante o caminho, mas vale a visita na locadora sem dúvida, afinal o filme tem uma boa trama com o humor sarcástico típico inglês e Gerard Butler no papel principal.

Mas não vou estender muito no filme, vou deixar aqui o que achei de melhor: A trilha sonora.

Ah, e tem a abertura espetacular do designer Danny Yount, que talvez você nunca tenha ouvido falar, mas é o mesmo que fez a abertura do Homem de Ferro, entre tantos outros bons filmes (para ver a abertura é só clicar na figura lá em cima).

Trilha sonora:

  1. Dialogue Clip: People Ask the Question
2. I’m a Man – Black Strobe
3. Have Love Will Travel – The Sonics
4. Dialogue Clip: no School Like the Old School
5. Bank Robber – The Clash
6. Trip – Kim Fowley
7. “Slap Him!”
8. Ruskies – Steve Isles
9. Outlaw
10. Waiting for a Train – Flash And the Pan
11. “Junkies”
12. Rock & Roll Queen – The Subways
13. Gun – Lou Reed
14. Stomp – The Hives
15. We Had Love – Scientists
16. Dialogue Clip: Sausage & Beans
17. Mirror in the Bathroom – the English Beat
18. Funnel of Love – Wanda Jackson
19. Such a Fool – 22-20s
20. Dopilsya – Ex Sektor Gaza
21. Negra Leono – Miguelito Valdés

 

Espero que gostem

Abraços

Seo Craudio

Anúncios

Expedição “Tanta Fass” – Frutal cervejaria Fass

Tudo começou com um email “besta” que mandei ao Mazzo perguntando quando que ele voltaria a passar aqui em casa, e ele prontamente respondeu dizendo que no dia 4 de Julho iria para Palmas, Tocantins, e passaria em Frutal, terra do amigo Coré, e no dia 11 passaria aqui em C.U. para fazer uma visita. Caraca o cara é rápido mas justo agora dias 10,11 e 12 estarei eu indo para Tiradentes-MG, mas não deixaria de matar esses dois coelhos com uma só motocada : re-encontrar o grande amigo Mazzo e sua trupe curitibana, e a tão prometida visita à Terra da FASS, a cervejaria do Coré 🙂

Alguns emails mais tarde, o bonde já estava grande, e assim dia 3 de Julho chegou, e foi a onde as coisas começaram…

  • Dia 3

Coelho, Macias, Ferraz, Kruger e Ellen chegaram aqui em C.U. para deixar a viagem mais tranquila afinal Frutal fica a mais 500 km de São Paulo, então nada melhor que fazer uma viagem assim em duas pernadas. De C.U. a Frutal são apenas 340 km.

Macias, Ferraz, Coelho e eu

Minutos antes deles chegarem eu e o amigo Rornete já matávamos um wisky para esquentar a noite, que eu ingenuamente achava que seria “leve”, mas sem entrar em muitos detalhes, fizemos uma visita ao Mortorhead MC, depois encaramos um churrasco na casa do meu vizinho, e  com isso fomos dormir quase as 6 da manhã…  Depois de duas longas horas de sono, já estávamos fardados para encarar a densa neblina que ocorre sempre nesta época do ano.

  • Dia 4 – Rumo a Frutal

A visibilidade estava bem reduzida mesmo já sendo 9 horas da manhã, e o bonde agora contava com 8 motos – Eu, Castrado, Parmito, Coelho, Ferraz, Macias, Kruger e Digudi- mas mesmo assim a tocada foi boa, pois a estrada estava vazia e apesar da neblina nos acompanhar por uns 35 km, ficou longe de estar perigosa, pelo contrário, para mim foi tempero.

DSCF8221

A temperatura nessa época do ano é maravilhosa, pois viajamos com todos os equipamentos e com isso o conforto térmico é espetacular. A viagem em si foi tudo tranquilo sem problemas maiores, a não ser uma pane seca com o Kruger.

DSCF8229

Chegamos em Frutal quase 3 da tarde, e lá a coisa já estava fervendo, pois além da previsão de chegada dos Curitibanos, contamos com a presença do casal Sr. Fábio e Sra. Preta Gil, e para coroar mais ainda o evento, o grandíssimo Zema e sua esposa para lá de simpática Patrícia.

DSCF8246

Chegamos famintos, com sede e cansados (soma 2 horas de sono + 5 horas e meia de viagem = cansado para carpaccio). Lá na sede da turma de Frutal um belo prato de pimenta temperado com arroz e linguiça, acompanhado de pimenta refogada com kibe crú. Haja cerveja para apagar o fogo… então rumo a cervejaria.

  • Visita a Cervejaria FASS

Frutal além de acolhedora tem uma grande cervejaria: FASS.

DSCF8262

Foi o momento culturo-etílico com o mestre cervejeiro mostrando todo o processo e rompendo ortodoxias:

_ A qualidade da cerveja não se dá pela qualidade da água. Nós nos abastecemos do mesmo lençol que abastece a Brahma de Agudos. O que torna uma cerveja diferente uma da outra, mesmo sendo da mesma marca, são dois fatores: a qualidade dos ingredientes, mas principalmente o fator humano. Na Ambev de Agudos, os mestres cervejeiros tem mais de 25 anos de experiência. (adorei, essa sempre foi minha teoria).

DSCF8286

A cerveja Fass está saindo de linha para dar entrada para uma cerveja também de baixo custo, a Bella, e para o segmento premium, eles também produzem a Bauhaus (para quem gosta de cerveja mais encorpada é muito boa).

A Fass é toda automotizada e possui equipamentos de primeira linha, e tem capacidade de produzir 100 milhões de litros ano… cerveja bem… é litro para caramba… Veja o vídeo.

  • Feijoada da APAE

Como não só de cachaça vive o homem, a noite depois de conhecer a choperia da Fass – Lagoon – , resolvemos fazer uma boa ação (acho que a nós mesmos). Fomos na Feijoada Anual da APAE. Que maravilha. A festa é tradicional na cidade e toda a socialite estava lá, e nós, os motoqueiros malvadões não poderíamos deixar de comparecer… Como diria um amigo piracicabano : estava ÓTEMO. Imagina que o último prato de feijoada foi derrubado já passava de 3 da manhã… uta cura ressaca.

  • Hora da partida

Para alguns pobres assalariados, domingo pela manhã era hora de partir para casa, para outros mais afortunados, domingo ainda era dia de motocar, alias apenas o segundo dia de motocada para os Curitibanos, e para os vagabundos, ainda tinham que aguentar um carneiro assado preparado pelo Coré… eita vida difícil.

DSCF8318 (Large)

Eu infelizmente estava no primeiro lote, e assim partimos as 11 da manhã em 5 motos rasgando a Rodovia Faria Lima para depois alcançar a Washington Luiz.

  • A rodovia Faria Lima

Muito diferente da Avenida, a Faria Lima lá de cima, não está em boas condições, além da pista simples, com o asfalto avermelhado devido ao excesso de caminhões que transportam cana, ele tem muitos defeitos nos obrigando muitas vezes tocar na contra-mão. É uma estrada chata, monótona, com retas sem fim, e paisagem constante formada pelas imensas plantações de cana-de-açúcar. Um detalhe muito importante para quem vai de moto. Na ida pane seca com o Kruger, que chegamos a conclusão que era a moto que estava bebendo mais que o dono, mas na volta fiquei mais atento e depois de Frutal encontramos posto de gasolina somente a exatos 168 quilômetros, e com um detalhe, o posto fica na pista oposta. Não que não tenha outros postos de gasolina, tem, alias tinha, mas devido ao alto custo dos pedágios, os caminhoneiros mudaram a rota, levando a falência os donos de postos de gasolina.

DSCF8319

Com esse cenário, agora era a vez do Macias chegar para abastecer somente com o cheiro da gasolina… e veja a bizarrice:

Abasteceu miha moto, a do Castrado, a do Coelho, a do Macias e quando chegou a vez do Parmito… acabou a gasolina do posto… 😛

E lá vamos nós procurar outro posto, agora dentro da cidade de Jaboticabal, que me pareceu uma bela cidade para em um final de semana desses fazer um bate e fica…

DSCF8325

  • Chegando em casa

Depois de motos abastecidas era a vez de nós engolirmos alguma coisa, e assim para variar, resolvemos tomar uma Skolllll, que delícia.

E foi assim, ou mais ou menos assim, que cheguei em casa com 700 km a mais de risos.

A todos que fizeram parte desta festa, valeu, já estou com saudades.

DSCF8332

Abraços a todos

Seo Craudio

mais fotos aqui : expedição Tanta Fass

Triumph Tiger – por Mário Fioretti

Eram 7 horas da noite quando chegamos ao Parque Estadual do Caraça, em Minas Gerais, depois de 990 quilometros exatos rodados desde São Paulo.

Eu e Érika, minha esposa, havíamos nos casado no dia anterior, e como lua de mel, subimos em nossa Triumph Tiger 995i ano 2004 com destino à  Serra do Cipó, com uma parada nesse santuário ecológico.

DSC06071_

Apesar da distância, acrescida em alguns quilômetros devido a um “pequeno erro” de navegação, estávamos muito bem dispostos, graças ao extremo conforto que essa moto oferece. O ponto engraçado da história é que cometi um erro de principiante… o farol dela estava regulado para carga leve, e quando chegou a noite, toda a bagagem acondicionada nos 3 cases me lembrou que deveria ter feito o ajuste para carga completa…vi todas as copas de árvores da estradinha que nos leva até o alto da serra, menos o asfalto. Tive que esperar passar um carro e segui-lo para ver aonde ia!!! 

Por sorte foi por pouco tempo. 

O trecho de SP a BH foi um bom exemplo das qualidades dessa motocicleta. Na Fernão Dias, estrada de asfalto razoável, longas retas ligadas por curvas suaves, foi possível manter velocidades de 150 km/h sem assustar minha garupa, que ia confortavelmente instalada num banco de ergonomia correta e apoiada no case original traseiro que possui um pequeno encosto acolchoado.

DSC05844

Seu motor speed triple descarrega 104 cv nos 215 kg dessa moto inglesa, garantindo uma tocada forte mas bastante segura. É elástico e muito rápido nas respostas, bastando um pequeno toque do acelerador para “levantar” a moto depois de uma curva mais fechada. Sem contar que o barulho desse motor é uma verdadeira sinfonia…existem filmes no YouTube apenas para mostrar o ronco do bicho numa estrada. Vale a pena dar uma olhada (ou uma ouvida…) 

Deixando o Caraça, nossas andanças pela Serra do Cipó nos obrigaram a viajar em muitas estradas de terra e aí ficou claro uma fraqueza da moto. Nesses terrenos ela “pula” muito, dando uma sensação de insegurança que mostra que o ponto forte dela é mesmo o asfalto. Baixei um pouco a pressão dos pneus para ajudar a melhorar a estabilidade, e funcionou, deixando ela mais na minha mão . Esse é um dos pontos que as BMW GS ganham da Tiger, pois permitem o ajuste da suspensão para diferentes terrenos apenas com um toque de botão.

DSC05858

Ela acaba de completar 20.000 kms rodados, a grande maioria em estradas, ando pouco na cidade. Sua largura e tamanho não funcionam nos corredores de São Paulo. Q    uando a comprei, no fim de 2007, ela tinha pouco mais que 3000 kms.

Desde então, a manutenção foi só o usual – óleo, pastilhas de freio e um jogo de pneus. O único problema que ela apresentou, em termos de qualidade, foram bolhas na pintura do tanque, que me disseram ser do excesso de álcool na nossa gasolina.

 Para finalizar, vale dizer a relação custo x benefício dessa moto é muito boa, em relação a outras estradeiras conhecidas: é uma moto segura, veloz e confiável, muito confortável em longas distâncias, com um motor que desafia qualquer outro de sua categoria. O seguro é baixo e seu custo de aquisição é bastante razoável.

Assim, pretendo ficar com ela ainda bastante tempo, e quando for trocá-la por um modelo mais novo, sem dúvida vou considerar continuar com uma moto dessa marca. 

Boas estradas para todos!

Mário Fioretti

2005-Triumph-TigerC

 

 

%d blogueiros gostam disto: