Johnnie Walker Double Black – o pretexto

Já havia comentado que motoqueiro que é motoqueiro, ou motoqueirista como preferirem, vive de pretexto. Qualquer coisa serve para andar de moto, seja uma simples revisão na moto (mas a oficina mais perto fica a 50km de casa) ou mesmo um resgate de chinelo esquecido em Curitiba🙂

Com isso em mente resolvi pagar duas promessas em uma motocada só:

-Visitar o amigo Léo em São José dos Campos,

-Levar um presente comprado no free-shop da Italia: um belíssimo exemplar de Johnnie Walker Double Black.

Abre parêntesis

“O Double Black é um uísque sem idade, produzido a partir da combinação de maltes selecionados para garantir o sabor defumado e envelhecidos em barris de carvalho. A produção é artesanal, feita em pequenos lotes, a partir de uísques de destilarias da costa oeste escocesa. No ano passado, a bebida foi premiada na categoria “Best Super Premium Blends” do prêmio World Whisky Masters.” D E L I C I O S O !

Fecha parêntesis

Quase tudo certo para o pagamento das promessas faltando apenas trocar o óleo (lembra da oficina a 50km de casa?) calibrar os pneus, reapertar os parafusos, colocar o Double Black na mochila e partir.

Saída no final do dia véspera de feriado com a Anhanguera e D. Pedro parecendo a AV Bandeirantes, o que exigiu muita cautela e velocidade reduzida, inclusive com dois acidentes graves chegando a dar congestionamento nos pedágios.

A noite caía mas a temperatura continuava amena mesmo estando próximo a represa de Igaratá, deixando a  motocada cada vez mais prazeirosa. Um detalhe, depois do resgate da moto em Porto Alegre, esse era meu primeiro momento “a sós” com a FATucha, quer dizer a sós não pois a Lua nos acompanhou a viagem toda, e assim foi o momento de sentir cada detalhe da moto que apesar de ser o mesmo modelo da Felícia, a tocada, a posição de pilotagem, o guidon, era tudo diferente, e para melhor🙂

Abre outro parêntesis

“A FATucha é uma FAT 2009 com algumas mexidas que a deixaram com personalidade única, deixando sua marca por onde passa, “excrusive” com o ronco para lá de forte de seu motor Twin Can 96 que com os arredondamentos costumeiros a deixam com 1600 cm³ de cilindrada”

Fecha novamente o parêntesis

A recepção na casa do Léo como sempre é I M P E C Á V E L, e junto com o Geninho e o Oliver e depois o Danilo, ficamos conversando sobre o motociclismo mundial, política futebol e mulheres (as nossas claro). A galera foi embora mas como Só Os Fortes Sobrevivem, eu e o Léo ficamos até 4 da manhã saboreando o maravilhoso Double Black. E olha que é bom mesmo… entrou para minha lista Top 3.

Outro parêntesis

Durante o caminho de ida surgiu mais uma ideia que virou outro pretexto: não retornar para casa, mas sim continuar a viagem até chegar em casa. E a rota seria só 150km a mais que a primeira perna.

Fechando…

Sexta 9 da madruga tudo pronto novamente para voltar com a FATucha para a estrada agora em mini-bonde com Léo, Job, Geninho e Juliano até o trevo de São Bento do Sapucaí, mas não sem antes com as famosas paradinhas para fotos o que nos custou comprar alguns sacos de pinhão, pois a vendedora era a única pessoa naquele ponto que poderia tirar foto da gente🙂

Motocar pela estrada velha (que está toda reformada) de Campos do Jordão, sempre é coisa de cinema e eu que estava como ferrolho fiquei ali só assistindo ao balé das motos. Parada no trevo, suco de milho para dentro, mais risadas, água e os abraços de despedidas.

Agora simbora em carreira solo.

Aqui o ponto alto da viagem pois além de ser um projeto de “motocada” bem antigo com mais de 8 anos,  as estradas que cortam a serra da Mantiqueira e que liga ao Sul de Minas Gerais estão em boas condições e o visual hora fechado pela mata, hora pelos bambuzais cria verdadeiros túneis verdes e sempre intercalam com vastos descampados formando uma paisagem de perder o fôlego. Foi daquelas motocadas para não ser esquecida, e não sem motivos, afinal duas coisas boas: a moto nova e o projeto antigo saindo da cachola.

Não tinha muita ideia das distâncias entre as cidades e muito menos quanto que eu iria rodar no dia (só depois descobri que aumentaria em 150km) e justamente por isso  cada curva foi uma surpresa, e mesmo no trecho entre Pouso Alegre e Rio Claro (com parada obrigatória para a foto com o Menino da Porteira em Ouro Fino),  que já faço de carro há alguns anos, teve outro tempero, com aromas e sabores que dentro do carro é impossível de sentir.

Cheguei em casa no meio do tarde, meio cansado, meio com fome, meio com sono talvez meio de ressaca… Mas completamente feliz.

Let´s Ride!!!

Seo Craudio

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14 responses to “Johnnie Walker Double Black – o pretexto”

  1. Urik says :

    Po seu Craudio, jaquetinha da HD e tudo. Por onde andam os velhos coletes sujos e rasgados? hehehehe
    Ótimo relato e excelente viagem. Abraços!

    • Seo Craudio says :

      Pois é Urik, mas tudo é questão de oportunidade… Como minha jaqueta estava desmanchando, e eu tinha que comprar outra… porque não uma HD… mas é que a foto foi de frente… nas Costas tem um belo brasão e não é HD não🙂
      Abração

  2. Cas says :

    Esse é meu presidente.

  3. rudy says :

    mto bom seocraudio….eta inveja boa, morei em sjc então conheço bem essa região e tudo é muito bonito. abçs

    • Seo Craudio says :

      que beleza Rudy, para mim SJK é a cidade com a melhor localização do estado de São Paulo. Perto de Sampa perto do Rio, para cima Campos do Jordão para baixo litoral norte…
      Abração e venha para cá matar a saudades.

  4. Leo SJK says :

    Careca, diretamente da campanha do kilo em SJK, show de relato. Foi um prazer acompanhar uma parte desta motocada.

  5. rosevaldo (roger) says :

    roger,qual a sua moto seo craudio?obrigado

  6. Piréx says :

    Tô procurando uma desculpa para motocar até RC. Não esqueceste nenhuma peça da FATucha aqui? Se não esqueceste, manda pelo correio e eu levo de moto. Abraço!

  7. Kleber Boelter says :

    Esse é o tipo de relato que deixa a gente com uma vontade doida de rodar pelas mesmas estradas. Beleza, Craudião! Vai para minha seleção “um dia…”.
    Baita abraço.

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