Eu tô voltando para casa…

Bem, depois de tanta poesia, “caímos” na dura realidade da BR 101, que nem merece comentário.

Tocamos sem pensar muito até Camboriú, que por sinal eu não conhecia e gostei muito. É tipo um “Guarujá” mais arrumado, mais arejado, ou não, sei lá.

A essas alturas, confesso que estava ansioso por chegar em casa ( e para terminar essa história aqui no blog também, eu sei vcs agradecem🙂 ) e se pudesse, viajaria a noite toda só para reencotrar com meu travesseiro…

Sábado, penultimo dia das férias, eu tinha certeza que chegaríamos em casa. Ledo engano, esqueci da meleca que é a Serra de Curitiba e pior esqueci até de Joinville, que como diz a piada: para chegar em Joinville, depois de Camboriú vire na primeira chuva a direita.

Dito e feito.

Garoa fina + frio + pista lisa + caminhões = atraso de mais de 2 horas para chegar em Curitiba onde Rava e Zappa já estavam cansados de comer esfiha no Habib´s, mas como bons irmãos de brasão, comeram mais algumas conosco e nos deixaram na boca da estrada de Apiaí. Rota alternativa para fugir da BR 116, outra que não merece uma linha. 

A BR 476 que liga Curitiba a Adrianópolis e depois Apiaí onde muda para SP-205, tem um asfalto muito bom e a estrada é uma viagem por si só. Toda sinuosa com vegetação intensa e muitas montanhas, e grande parte da viagem percorremos na “crista” delas com uma visão ímpar do horizonte sem fim, mas que devido aos atrasos, toda essa beleza quase que passou desapercebida.

E assim repensamos e resolvemos parar em Capão Bonito (a 200 km de casa) já quase 9 horas da noite, pois estávamos exaustos e estressados.

O legal disso, é que como já prevíamos que atrasaríamos e que a parada em Capão seria a solução, o grande amigo Rornete resolveu ir até lá para passar a noite conosco e efetuar o resgate do trajeto final. Muito legal isso.

Domingo, último dia das férias, 200 últimos quilômetros, muita ansiedade de chegar, última parada para abastecer, e assim tocamos forte, com sede e com fome de chegar.

Em casa minha família ali, também ansiosos para nos abraçar e quando chegamos uma surpresa: fomos recebidos com fogos de artifício, parecíamos que tínhamos ido ao Alasca tamanha a festa. Abraços intermináveis, beijos, mais abraços…

e para coroar outra surpresa: um almoço para lá de especial, algo bem brasileiro… feijoada.

E ali na mesa com todos reunidos, saboreando aquela deliciosa feijoada, acompanhada de uma boa cachaça, ficamos contando histórias, relembrando a viagem, o tudo de perfeito que foi, e o melhor, que era estar de volta para casa junto de meus pais e meus irmãos mais meu filho e poder contar tudo o que foi.

Enfim, foram 23 dias na estrada, e como não sou bom com números nem detalhista para isso, não irei nunca me aprofundar nisso, mas uma coisa eu sei: ficamos pelo menos uns 8 mil quilômetros mais felizes.

Vera, Mad e Jane: só tenho a agradecer por passar tanto tempo junto de vocês comungando do mesmo prazer.

Valeu,

Abraços

Seo Craudio

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