Enfim as belezas do Brasil – Taim, Serras Gaúchas e Serra do Rio do Rastro

Atravessando a fronteira, muito feia por sinal, 30 km depois somos agraciados com a Estação ecológica do Taim.

Com área de 32.000 ha, local por onde passam várias espécies de animais migratórios vindo, imaginem, da Patagônia, entre eles, aves aquáticas como o mergulhão, peixes e animais silvestres, como jacarés, lontras, capivaras, ratões-do-banhado, além de lobos-marinhos.

Para rodar os 30 e poucos quilômetros da estrada que corta o parque levamos mais de 1 hora, de tanto vai e vem, para para observar o pantanal, ou mesmo para ouvir o silêncio, e as vezes até dava para tirar foto de algum animal.

Rodamos o dia todo, parando em Pelotas para fazer uma mini revisão nas motos, e acabamos dormindo em Camacuã.

No dia seguinte, a idéia era encontrar com a galera de POA, mas acabou que só o casal Furer pode nos acompanhar em um delicioso almoço em uma cantina italiana a beira da rota romântica no pé da serra.

Almoçados, nos despedimos e partimos firme e contentes para encarar as deliciosas curvas das serras gaúchas. Que saudade de fazer curva, de reduzir a marcha para encarar uma forte subida, ou entrar forte na curva contanto apenas com o freio motor, que saudade de raspar as pedaleiras nas curvas que alem de perfeitas contavam ainda com um asfalto impecável. E tudo isso tinha uma explicação, pois na Argentina e Uruguai, tudo é plano, e as rutas quase sempre uma reta sem fim…

Agora não, tudo era diferente, lindos túneis formados pelas copas da rica vegetação local, e diante de tanta curva, a Jane estava quase tomando Dramim…, mas para quem rodou tanto até agora não ia ser justamente no Brasil que ia amarelar, e para ajudar a esquecer as curvas, um fato maravilhoso: o encontro com o irmão SombreroS, Pilão, que estava em mais uma de suas expedições pelo Brasil afora (ou seria a dentro?)

Quanta alegria. É muito gostoso encontrar com amigos, aí soma-se 20 dias fora do país, e no mesmo dia, já era o 3° que dividia essa alegria com a gente. E assim rodamos juntos até Lages para começar a tentar contar um pouquinho da viagem.

Dia seguinte, o destino era ela : Serra do Rio do Rastro, agora de cima para baixo. E teve até o ritual da cueca… mas essa é outra história…

A estrada que liga Lages até São Joaquim, é perfeita, uma verdadeira, se não a mais verdadeira BUCOVICINAL, com um asfalto também em excelente estado, toda a paisagem ao redor é maravilhosa.

Conforme nos aproximávamos do mirante da serra, a neblina ia tomando conta de tudo. E ao chegar outra grande alegria, o amigo Membro ali de pé, duro, firme e congelado, nos esperava com um sorriso largo e um forte abraço. Não é todo dia que a gente tem a oportunidade de ir abraçando o Membro…

Mas enfim nem tudo era alegria, pois a serração invadiu toda a serra. Para a Jane que era a primeira vez lá, era nítido sua cara de decepção, uma uta sacanagem…

Bem, o que não tem remédio, remediado está. Então nada de cara feia e vamos é curtir o frio, tirar foto, conversar, e quem sabe uma hora a coisa muda…

E de repente, como se fosse um sopro divino, e foi, a serração foi-se embora, desnudando toda a magnitude e beleza que a serra do Rio do Rastro tem.

Descemos a serra como se ouvíssemos blues: devagar e compassado, e vez ou outra com uma breve parada.

Um filme rodou em minha cabeça; depois de tudo percorrido, já quase perto de casa (perto sim, já tínhamos rodado 7 mil km, mais 1000 não era nada), e nós ali na serra, que é parte importante da minha vida em duas rodas… mas isso é outra história.

O bonde seguiu até Braço do Norte onde mais um amigo, esse é infalível, estava lá para nos dar mais um abraço e nos desejar boa viagem, o Grande Bonelli, pena que foi tudo muito rápido, mas o tempo corria e já era sexta-feira…

Em tubarão o bonde voltou a formação original, pois Pilão e o Membro retornaram para Braço do Norte, e nós seguimos com o pensamento de rodar até onde der.

Abraços

Seo Craudio

3 responses to “Enfim as belezas do Brasil – Taim, Serras Gaúchas e Serra do Rio do Rastro”

  1. Piréx says :

    Ah, as belezas dos Iraque…😀

    Abração,

    Piréx

    • Neivor Kessler says :

      Olá, gostei do roteiro de vcs.MAs poderiam me explicar melhor.para a estação do TAim, é tudo asfaltado? quanto tempo demora para atravessar, assim, indo parando e tirando fotos?
      Neivor

      • Seo Craudio says :

        Bom dia Neivor. Feliz 2013.
        A reserva do Taim tem cerca de 30 km. Pouco. Mas como entramos em uma área de preservação e um pantanal a fauna é muito rica fazendo com que andemos bem devagar para ir observando / procurando os animais.
        E com isso o tempo passa. Já passei lá duas vezes e uma demoramos muito indo e vindo para achar o jacaré, em outra foi maus rápido pois estava com o tempo apertado.
        Caso queira mais dicas é só perguntar. Grande abraço.

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