Mendoza – Laboulaye – Junin – Buenos Aires

E a chuva chegou e o frio não foi embora. Na verdade ir embora era o que tínhamos que fazer, e com grande dor no coração deixamos Mendoza.

O caminho de volta era a já conhecida ruta 7, pista duplicada que nos permitiu seguir sempre com o cabo enrolado.

Durante o trajeto a chuva começou a castigar em alguns trechos mesclando seco com molhado, nos obrigando a ficar com as capas de chuva o tempo todo, una alegria.

No caminho uma surpresa: um desvio de quase 150 quilômetros devido a um alagamento que interditava a ruta, e que não estava programado no tempo da viagem, que a partir desse momento começava a preocupar, afinal assalariado tem dia para voltar a trabalhar.

Com a mudança de temperatura drástica as chuvas trouxeram o calor que somado às retas sem fim da ruta, deu sono… Dio santo! Má que sono…

Já cansados, decidimos parar na próxima cidade fosse ela qual fosse, e assim chegamos a Laboulaye, uma cidade muito simpática de colonização Francesa (queuspariu no meio do nada, me fez até lembrar de Americana no interior de São Paulo).

Nos hospedamos no hotel que leva o nome da cidade, um hotel digamos honesto, nada demais, nem de menos. Após o banho o cansaço ficou de lado pois tínhamos uma tarefa rotineira a cumprir: buscar por um bom restaurante.

Sempre a pé a fim de conhecermos a cidade na maior calma, seguimos em passinho de “shopping” observando tudo, as pessoas, as construções, as praças, enfim, tudo só e sempre com os suculentos bifes de chorizo e garrafas de vinho na mente (a essa altura já estavamos viciados na coisa de tom avermelhada… então era de 2 garrafas para cima).

Como a cidade era francesa, o restaurante não poderia ser outro e foi sem dúvida o local onde comemos os pratos mais elaborado da viagem. Fantástico, ou melhor “merveilleux”.

   

Dia seguinte, rumo a Buenos Aires. Tudo pronto para a foto oficial de despedida em frente ao hotel (era nosso ritual de partida) …

quando um grupo de estudantes da escola bem na frente ao hotel quis fazer parte da história. 

E assim tiramos a foto mais animada da viagem (reparem nas janelas da escola)

Com o sorriso puro da molecada partimos sem saber que íamos enfrentar o que foi a dito nos jornais como “a pior chuva dos últimos 100 anos na Argentina”.

Foi soda. Não estava frio, mas o que vinha de água era brincadeira. Os pastos visivelmente começavam a ficar encharcados conforme aproximávamos do rio Paraná.

                     

Com isso a viagem ficou tensa, muito vento lateral e água por todos os lados nos forçanco a parar com apenas 150 km rodados.

Paramos em Junin, uma minúscula cidade com um hotel maravilhoso chamado Hotel Azul, que ganhou na opinião da Vera 5 estrelas em conforto e atendimento, era quase um mini hotel do Roteiro do Charme, tamanho capricho com os detalhes. Ainda bem, pois ali ficamos literalmente ilhados devido ao dilúvio que inundou a cidade  impedindo a gente de sequer pensar em ir a algum lugar. E para matar o tempo… algumas garrafas de vinho… rs

Dia seguinte, com a chuva mais fraca seguimos viagem.

Depois de alguns quilômetros a chuva cessou, e a esperança de atravessarmos Buenos Aires sem parar era grande, pois o relógio não parava de rodar…

Entramos na grande Buenos Aires, por assim dizer, por volta das 14:00 horas de um Sábado, confiantes que era chegar pegar o Buquebus e atravessarmos para o Uruguai, pois Buenos Aires apesar de tudo não estava em nosso roteiro de parada ( quer dizer foi abortada devido a falta de tempo ).

Mas eis que do nada, vejo um grande fumace sair de frente da minha moto… que “flor de mierda”… pensei.

Estourou a mangueira superior do radiador… Que lindo… increible !!!

Chama o guincho que nos deixou em uma estacion del servicio, e como o Grande Piloto está sempre para nos ajudar, esta estacion del servicio fica nada mais nada menos que na principal rua de “reparos para autos” da região. Lindo.

                     
Achamos uma loja representante da Pirelli, e depois de algumas palavras seguidas de muitas expressões convenci o vendedor a procurar algo para ser adaptado. Minutos depois, vem ele todo sorridente com uma mangueira de caminhão, sei lá, que no meio fazia um “S” e tinha exatamente as medidas de redução… Increible !!!

Cortamos na medida certa, monta, coloca água, liga, espera e XOU (está na moto até hoje). 

Com isso o dia se foi, mas mesmo assim corremos ao Buquebus para tentar atravessar a fronteira, nós só não sabíamos, que todos os argentinos do mundo queriam fazer o mesmo para curtir o feriado da “semana do turismo”… “que flor de mierda, again”.

                    

Sendo assim, já que Buenos Aires nos queria tanto, resolvemos ficar. E falo uma coisa – que bom.

abraços

Seo Craudio

 

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