A caminho da Cordilheira

Dia de atravessar as cordilheiras, lá fora frio, saímos preparados, bem agasalhados e ansiosos pelo grande dia.

Depois de percorrer coisa de 40 minutos depois de Mendoza, a avistamos.

Que coisa linda, e de longe uma pequena montanha com pinceladas de branco em sua cobertura.

Quanta alegria, ríamos a toa, nos abraçávamos, e parecia que em coisa de 1 hora no máximo a atravessaríamos… santa ignorância… Só para se ter idéia levamos o dia todo para atravessa-la…

A estrada linda, o céu azul intenso, a paisagem seca, o rio Mendoza, que é formado principalmente pelas águas do degelo, estava seco próximo à cidade de Mendonza, e conforme íamos subindo ele crescia em volume de água, mas mesmo assim não era muita coisa

Passamos por Uspallata, cidade que merece uma parada de uma noite ao menos, mas não foi desta vez.

Depois de Uspallata a estrada segue beirando um canyon gigante, imaginamos aquilo ali cheio de água, ou neve. No caminho, um momento maravilhoso, pois devido ao baixo tráfico de veículos, na sua maioria caminhões, passamos por um bando de pássaros que ao verem a moto levantaram vôo acompanhando o traçado da pista, queuspariu! Que cena maravilhosa, aquele balé de gaivotas a nossa frente acompanhando cada curva.

Muitos túneis, que na verdade são feitos para que a pista não fique bloqueada pela neve acabam dando uma graça especial, e as vezes pânico pois a iluminação era ruim e escondia alguns buracos.

Paramos na estação de esqui de Penitentes, completamente vazia, parecia cidade fantasma. O frio cortava,  as montanhas secas, com tons que iam do esverdeado ao avermelhado formando uma paisagem completamente inóspita.

Ali, diante de vários hotéis, todos fechados com apenas um restaurante aberto, parecia cena o “O Iluminado” …

Bem entre tantas opções, resolvemos parar ali mesmo para almoçar, e no cardápio os já tradicionais bife de chorizo e lomo, e no caso, para celebrar os quase 3000 metros de altitude, uma cerveja bem gelada.

Almoçados e partimos para a travessia de fronteira que curiosamente se dá dentro do túnel do Cristo Redentor, túnel bem sinistro, imagina os túneis do Rio de Janeiro, tipo o Rebouças, com mão dupla e gelado… era mais ou menos isso, e com um detalhe sem chance de ver a famosa “luz no fim do túnel” e a 3209 metros de altitude.

Na aduana Chilena alguns probleminhas com carimbos mais o fato de todos os veículos estarem sendo inspecionados, atrasamos a viagem em quase 3 horas, o que nos obrigou a abortar a ida para Santiago naquele dia.

Mas como tudo era festa e nada era programado mesmo, Los Andes foi a parada ideal, afinal o dia foi muito intenso, tudo era lindo, tudo encantava. tudo era imenso, e nós ali, de moto, e agora mais longe ainda, estávamos no Chile…

Abraços

Seo Craudio

3 responses to “A caminho da Cordilheira”

  1. Nani says :

    Crauduxo, show a motocada…
    to me inspirando cada dia mais para cair nesta estrada…
    Abraços,

    Nani

  2. goodymar says :

    gostei do dos comentários a respeito da tua viagem de moto será de grande valia porque eu e outro companheiro pretendemos ir do cassino uma praia do rio grande do sul até viña del mar uma praia do chile proximo a valpaiso de bicicleta em torno de 2100 km.

  3. goodymar says :

    meu blog para conato é blogs.abril.com.br/duasrodas.

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