Shadow 600 – na Bucovicinal da Vovó Ema

Levantei disposto a conhecer uma bucovicinal de Governador Valadares – MG.

Tudo estava a favor, a temperatura amena, o céu parcialmente nublado ( passei até um pouco de frio ) uma exceção para uma cidade que só tem duas estações no ano : Verão e Inferno.

Meu cunhado, o Renato, acabara de comprar uma beldade – Shadow 600 – 2005 com apenas 4600 km; então a hora era agora, unir o útil ao mais que agradável: conhecer a bucovicinal e testar a moto.

Saí sem muito alarde, mas estava para lá de ansioso para motocar pelas cercanias valadarenses. Tinha duas escolhas:  uma margeando o rio Doce ou seguir para estrada que liga Valadares à Guanhães, cidade natal da “Vó Ema” que nesta segunda-feira passada, dia 21,  completou 97 anos, uma benção. 

E por ela que resolvi seguir, a BR 259.

Para chegar nela, um pouquinho da tão temida BR 116, que aqui em Minas também não foge muito a fama, não tem acostamento, nem sinalização, uma vergonha, mas deixa para lá meu destino era outro e logo cheguei nele, a Bucovicinal da Vovó Ema (aproveitei para renomear a estrada).

Nela chegando já de cara sou agraciado por um belíssimo túnel formado pelas copas das árvores que a margeiam, depois, no decorrer do percurso por vários momentos passei por corredores formados pelos bambuzais, e para completar curvas e mais curvas, algumas suaves e graciosas e outras feitas para raspar a pedaleira, tudo como manda o manual das Bucos.

“_a curva era tão fechada sô, que deu até para ver a placa traseira da moto uai.

 

A velocidade sempre na casa dos 70km/h curtindo mesmo o visual e os aromas.

Vez ou outra, sentia aquele cheirinho gostoso da comida mineira provavelmente vindo de algum fogão a lenha de alguma casinha qualquer a beira da pista, ou então o cheiro das fazendas e dos pastos.

No caminho Santo Antônio do Porto, um vilarejo com seus moradores na beira da calçada ou nas portas dos bares vendo a vida passar acompanhado de uma boa prosa ou um copo de cachaça, e obviamente todos pararam para ver o pequeno grande anão passando com a reluzente Shadow.

Depois de 1 hora de motocada era hora de retornar e o caminho seria o mesmo, mas aí a gente faz diferente e na volta forcei um pouco mais a tocada atingindo a um certo ponto de uma grande reta os 150 km/h, afinal meu objetivo era testar a moto… certo ?

Entrei na cidade por um lado que ao subir um pequeno morro  dei de cara com o Pico do Ibitura ao fundo num imenso cartão postal. De lá direto para o Bar do Moraes tomar uma gelada com meu concunhado Serginho onde ficamos ali contando causos e rindo da vida.

Nisso chega o Renato :

“_ Ei ! Ei ! Aqui ó, tá boa a motoca não está ?

E mais que depressa mandei no mesmo tom :

“_ Renato, Trem novo é bom dimais da conta sô ! Parabéns, só alegria.

E foi assim então que conheci de moto, a Bucovicinal da Vovó Ema, e fiquei 180 km mais feliz.

Abraços

Seo Craudio

2 responses to “Shadow 600 – na Bucovicinal da Vovó Ema”

  1. Piréx says :

    Show de bola a motocada, Duxo…

    Consigo até imaginar a faceirice do índio velho com uma Sombra zerada.

    (Ainda me lembro de quando peguei as minhas.)

    Abraço,

    Piréx

  2. tonhao says :

    oce ve, essi cunhadu nun deve de comessar con cu, celto ?

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